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Eros, filho de Afrodite

Ἔρως ἀνίκατε μάχαν,
Ἔρως, ὃς ἐν κτήμασι πίπ-
τεις, (...)
καί σ' οὔτ' ἀθανάτων
φύξιμος οὐδεὶς οὔθ'
ἁμερίων ἐπ' ἀνθρώ-
πων, ὁ δ' ἔχων μέμηνεν.

Eros, invencível no combate;
Eros, tu que riquezas conso-
mes, (...)
De ti nenhum dos imortais
é capaz de fugir,
nenhum dos homens que só duram
um dia. Quem te possui enlouquece.

 
 
Eros voador

Eros (gr. Ἔρως), filho de Ares (deus da guerra) e de Afrodite (deusa do amor), ele também um deus do amor, é um dos personagens mais complexos da mitologia grega. Ele personificava todos os sentimentos ligados ao amor e ao desejo, inclusive a paixão física e a atração homossexual.

Em Hesíodo ele é apresentado como uma das forças primordiais que emergiram do Caos; em outra antiga lenda, Eros saiu de um ovo posto por Nix, imaginada então como um enorme pássaro de asas negras. Em mitos posteriores ele é dado como filho de Íris e de Zéfiro, de Ártemis e de Hermes, de Afrodite e de Hermes, ou de Afrodite e de Ares. Apesar do nome, pode se tratar de personagens diferentes.

Na versão mais corrente de sua lenda, Eros é um menino travesso e caprichoso, filho de Ares e de Afrodite, dotado de asas e armado de arco e flechas. É o mais jovem dos deuses e as flechas que atira têm a propriedade de deixar o coração dos mortais e dos imortais completamente inflamados de amor.

Dentre as várias lendas de que participa, a mais famosa é a de Psiquê, muito popular no Período Greco-Romano.

Iconografia

Assim como as ninfas e as Cárites, Eros era frequentemente associado ao cortejo de Afrodite e, nas representações artísticas, tornou-se um símbolo do amor e das relações amorosas.

Era habitualmente visto pelos poetas e pelos artistas como um menino alado, armado de arco e flecha ou de tochas ardentes; às vezes era simplesmente representado como um adolescente ou um homem jovem e alado.

Do Período Clássico em diante, várias crianças pequenas, simpáticas e rechonchudas dotadas de asas, os ἔρωτες (transl. erotes), eram convencionalmente adicionadas a cenas nas quais atos amorosos eram evidentes ou implícitos. Em obras de arte romanas, da Idade Média e do Renascimento, notadamente, os erotes serviam de metáfora para relações sexuais que o artista não queria (ou não podia) representar abertamente.

Em Téspias havia esculturas de Eros feitas por Praxíteles e Lisipo e, em Mégara, uma feita por Scopas; todas se perderam.

Culto

Eros era cultuado principalmente em Téspias, na Beócia, na forma de uma pedra; a cada cinco anos um grande festival chamado Erotia era celebrado em sua honra. Em Atenas, no Período Clássico, ele era cultuado em em um santuário ao norte da acrópole e em um templo próximo ao rio Ilissos, juntamente com Afrodite.

Espartanos e cretenses ofereciam sacríficios a Eros antes das batalhas; o bando sagrado tebano era consagrado a ele. Nos ginásios havia, em geral, uma estátua sua.

Iluminuras complementares

Créditos das ilustrações

i1008Eros voador → Ver comentários.
i1100Tamiris e as musas → Ver comentários.
i0957Harpista, Eros e um rapaz → Ver comentários.
i0912Nascimento de Afrodite → Ver comentários.
i0279Afrodite, Pã e Eros → Ver comentários.
i0369Ônfale adormecida → Ver comentários.
i0092Dois “erotes” → Ver comentários.
i0287Marte e Vênus unidos pelo Amor → Ver comentários.

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Imprenta

Artigo nº 0864, publicado em 26/06/1999. Última atualização: 04/05/2013.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Eros, filho de Afrodite. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0864. Consulta: 18/09/2019.
 
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