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Anacreonte

Anacreonte (gr. Άνακρέων) nasceu em Teos, na Ásia Menor, por volta de -575; morreu mais ou menos em -490. Esteve em vários lugares: sabe-se que viveu algum tempo em Abdera (c. -540), em Samos, na corte de Polícrates (c. -532), e também em Atenas, junto ao tirano Hiparco (c. -522).

Anacreonte (-575/-490)

Popular e solicitado, suas canções eram simples, agradáveis e espirituosas. O estilo, mais tarde conhecido por anacreôntico, foi muito imitado em várias composições ao longo da Antiguidade e do Período Bizantino[1]. Anacreonte era o sexto poeta do cânone alexandrino de nove poetas líricos.

Edições e traduções

A principal fonte do texto grego é o Codex Palatinus 23 (o mesmo da Antologia Palatina), do século X, conservado atualmente na Biblioteca de Heidelberg, Alemanha.

A mais antiga edição é a de Estienne, de 1554, mas as 55 odes “anacreônticas” foram incluídas como obras do próprio Anacreonte. Ele não mencionou os manuscritos utilizados. Depois disso, os fragmentos genuínos e as odes anacreônticas foram editado muitas vezes. As edições mais notáveis são a de Brunck (1786), Fischer (1793), Mehlhorn (1825) e Bergk (1834, 41882), Edmonds (1931), Diehl (1949/1952), Gentili (1958). As mais modernas e mais usadas no momento são a de West (1972) e a de Campbell (1989).

Várias traduções para o português de Anacreonte e das odes anacreônticas foram já realizadas. António Ferreira traduziu apenas uma ode, em (1598); depois dele Francisco Manuel S. Malhão (1804), António Teixeira de Magalhães (1819), António Feliciano de Castilho (1866), Luiz Calado Nunes (1917), José Anastácio da Cunha (1930) e Almeida Cousin (1948). Mais recentemene, diversas odes foram traduzidas por Maria Helena da Rocha Pereira (1959) e por Daisi Malhadas e Maria Helena Moura Neves (1976).

Notas

  1. Período Bizantino é o longo período em que grande parte do Império Romano ficou sediado em Constantinopla, entre 330 e 1453 d.C. Também chamado de “Império Romano do Oriente”, foi notável pela cultura greco-romana orientalizada. Os eruditos bizantinos são os responsáveis pela preservação de grande parte das obras gregas que chegaram até nós. Mais informações → Byzantine Empire.

Leitura complementar brpt

A. Cousin, Odes de Anacreonte, Rio de Janeiro, Pongetti, 1948. D. Malhadas & M.H. Moura Neves, Antologia dos Poetas Gregos de Homero a Píndaro, Araraquara, FFCLAr-UNESP, 1976

Créditos das ilustrações

i0209Anacreonte (-575/-490) → Ver comentários.

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Imprenta

Artigo nº 0675
publicado em 14/10/1999. Atualização: 09/08/2003.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Anacreonte. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0675. Consulta: 28/05/2017.
 
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