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Atena

Παλλάδ' Ἀθηναίην ἐρυσίπτολιν ἄρχομ' ἀείδειν,
δεινήν, ᾗ σὺν Ἄρηι μέλει πολεμήια ἔργα
περθόμεναί τε πόληες ἀϋτή τε πτόλεμοί τε,
καί τ' ἐρρύσατο λαὸν ἰόντά τε νισόμενόν τε.
h. Hom. 11.1-4

Por Palas Atena, protetora da cidade, começo a cantar,
a terrível, que juntamente com Ares se ocupa dos trabalhos da guerra,
da destruição de cidades e do combate. Ela
também protege o soldado que parte e o que retorna.

 
 
Atena na Guerra de Troia

Divindade guerreira e ao mesmo tempo símbolo da sabedoria e protetora das artes e trabalhos manuais urbanos — fiação, tecelagem e bordado, especialmente —, Atena (gr. Ἀθηνᾶ) era igualmente considerada a introdutora do cultivo da oliveira e a inventora da quadriga, do freio para os cavalos e do aulos.

A deusa já era conhecida, aparentemente, pelos minoicos e pelos micênios; seu nome é citado nas tabuinhas de argila em linear B de Cnossos. É possível ainda que tenha incorporado influências orientais, já que na Babilônia e em Ugarit havia também deusas armadas (Istar e Anat).

Para os gregos, era filha de Zeus e de sua primeira esposa, a astuciosa oceânide Métis, e se tornou a filha favorita do pai. Quando Métis estava grávida, Zeus a engoliu, pois um oráculo de Gaia o avisara que o filho poderia nascer mais forte que ele. Depois de um certo tempo, Zeus foi atacado por uma terrível dor de cabeça e, para mitigá-la, pediu a Hefesto que lhe fendesse a cabeça com o machado[1]. Filho obediente, Hefesto não vacilou, e logo depois do golpe Atena emergiu já crescida, completamente armada e lançando terrível grito de guerra.

Mitos

Atena, como deusa guerreira, participou ativamente da gigantomaquia ao lado do pai, e durante a Guerra de Troia ficou do lado dos gregos.

Nunca se casou, nem teve amantes ou filhos; era chamada, por isso, de "a virgem". Hefesto foi o único deus que tentou se aproximar dela, porém foi repelido com firmeza. Nas diversas lendas de que participa, em geral é mostrada como protetora de heróis, notadamente seus meio-irmãos Perseu e Héracles. Protegeu também o herói Odisseu durante sua longa viagem de retorno a Ítaca.

Representações e culto

Era representada habitualmente como uma jovem de beleza austera, totalmente armada de capacete, couraça e de um escudo com a cabeça de Medusa, presente do herói Perseu. Usava também com frequência a égide de Zeus, e a coruja era consagrada a ela.

Embora identificada mais especificamente com a cidade de Atenas, na realidade era a deusa protetora de numerosas cidades e cidadelas (Argos, Esparta, Siracusa, Gortina, Larissa, a Troia homérica, etc.) e era cultuada em toda a Grécia. Seu santuário mais famoso foi o Parthenon de Atenas, onde havia uma famosa estátua sua, esculpida por Fídias. As panateneias eram um festival religioso anual celebrado em sua honra na cidade de Atenas.

Outras iluminuras

 
O nascimento de Atena.
 
Héracles, Atlas e Atena.
Museu Arqueológico de Olímpia
 
Atena e Héracles nos estábulos de Augias.
Museu Arqueológico de Olímpia
 
Atena, Perseu, Medusa e Pégaso.
 
No Olimpo, Atena serve vinho a Héracles.
 
Jasão, o dragão e Atena.
Cidade do Vaticano, Museus Vaticanos
 
Atena, Gaia e o gigante Alcioneu.
 
Ájax menor, Cassandra e a imagem de Atena.
 
Atena do Pireu.
Museu Arqueológico do Pireu
 
Atena melancólica.
 
Anel de ouro com imagem de Atena.
 
Moeda com Pégaso e Atena.
Coleção particular
 
Moeda com com Atena e coruja.
Coleção particular
 
Atena parthenos.
 
Templo de Atena Nice.
In situ
 
Templo de Atena Pronaia.
In situ

Notas

  1. Zeus, como todos os leigos em todos os tempos e em todos os lugares, criou um remédio altamente fantasioso para tratar o mal que o afligia — uma senhora dor de cabeça — antes de consultar um médico . Apesar do tratamento ter dado certo nesse caso específico, com certeza nenhuma das divindades médicas (Pean, Quíron, Asclépio) recomendaria esse método para deuses menos poderosos, muito menos para simples mortais...

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0182
publicado em 27/06/1999.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Atena. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0182. Consulta: 28/04/2017.
 
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