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 Sólon
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0324
Sólon
-640 / -558

Sólon (gr. Σόλων) viveu no fim do século -VII e na primeira metade do século -VI, possivelmente entre -640 e -558. Aristocrata, poeta e estadista de Atenas, é mais conhecido como legislador e como poeta lírico.

Consta que descendia de Codro, um dos antigos e lendários reis de Atenas, era aparentado ao futuro tirano Psístrato e que foi um dos sete sábios da Grécia. Informações sobre sua vida provêm, no entanto, de suas próprias poesias e de duas outras fontes pouco satisfatórias, Plutarco e Diógenes Laércio. Parece ter tido um papel político relevante nas disputas entre Atenas e Mégara pela ilha de Salamina, na primeira guerra sagrada entre Delfos e Cirra, e nas disputas internas entre os alcmeônidas e os partidários de Cílon. Consta que sempre agiu com firmeza, moderação, sabedoria e integridade; era conciliador por natureza.

Eleito arconte em -594, fez importantes reformas e é, por isso, considerado um dos mais importantes legisladores da democracia ateniense. Instituiu a solidariedade entre as classes sociais e o tratamento justo para cada cidadão; especialmente famosa é a disposição legal que aboliu a escravidão por dívidas. Fez longas viagens após a promulgação de suas leis e consta que, pouco antes de morrer, tentou se opor à tirania de Psístrato. O famoso encontro que manteve com o rei Creso da Lídia, durante uma de suas viagens, relatado por Heródoto (Hdt. 1.29), é inteiramente fictício.

Além de um dos fundadores da democracia ateniense, Sólon foi também o primeiro poeta da Ática. As elegias e versos iâmbicos e trocaicos em que apresenta suas realizações políticas refletem grandes ideais patrióticos, filosóficos e morais.

Fragmentos

Os fragmentos de Sólon, de natureza notadamente gnômica, foram editados em muitas coletâneas modernas sobre os poetas líricos; as mais importantes são as de Bergk (1882), Hudaon-Williams (1926), Preime (1940), Ruschenbusch (1955), West (1972) e Mulke (2002).

Vários fragmentos foram traduzidos para o português por Falco e Coimbra (1941), Malhadas e Moura Neves (1976), Ribeiro Ferreira (1994) e Rocha Pereira (1998); Celina Lage e Maria Olívia Saraiva publicaram na Web diversas traduções. Barros traduziu, em 1999, todos os fragmentos de Sólon.

Textos recomendados    pt-br   pt

Gilda N.M. Barros, Sólon de Atenas. A cidadania antiga, São Paulo, Humanitas, 1999.

V. Falco & A.F. Coimbra, Os Elegíacos Gregos de Calino a Crates, São Paulo, 1941.

D. Malhadas & M.H. Moura Neves, Antologia dos Poetas Gregos de Homero a Píndaro, Araraquara, FFCLAr-UNESP, 1976.

Referências

Consulte a bibliografia geral da área.

Monografia nº 0114. Criação: 15/02/1999.
Atualizada em 16/01/2008.
Como citar esta página
 
 
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Nomines
Σόλων
Solon Lyricus
Sigla classica
Sol.
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Excerpta
ne
Paginae alterae
. Celina F. Lage e M. Olívia Q. Saraiva: Sólon
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