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A ciência grega

Περὶ τῆς ἱερῆς νούσου καλεομένης ὧδ' ἔχει, οὐδέν τί μοι δοκεῖ τῶν ἄλλων θειοτέρη εἶναι νούσων οὐδὲ ἱερωτέρη, ἀλλὰ φύσιν μὲν ἔχει καὶ πρόφασιν.
[Hipócrates] Morb. Sacr. 1

A doença dita sagrada não me parece mais divina ou mais sagrada do que as outras, pois tem uma causa natural.

 

A maioria dos povos antigos — egípcios, chineses, hindus, mesopotâmios e mesmo os gregos — já possuía, desde a Idade da Pedra, enorme cabedal de conhecimentos práticos e úteis, adquiridos empiricamente através de observações razoavelmente acuradas. Na Grécia, porém, as especulações iniciadas pelos filósofos pré-socráticos a partir do século -VI constituíram o primeiro marco em direção ao pensamento científico moderno.

Durante muito tempo, ainda, não se distinguia claramente entre ciência e filosofia, e mesmo o filósofo Aristóteles (-384/-322), que tentou catalogar todo o conhecimento reunido pelos gregos até sua época, nunca recorreu à experimentação para consolidar suas minuciosas observações. Algumas disciplinas, no entanto, começaram o longo processo de separação bastante cedo, como a Medicina (sæc. -IV) a Matemática (sæc. -III) e a Física (sæc. II). As demais, em maior ou menor grau, continuaram ligadas à Filosofia durante toda a Antiguidade.

A ciência, tal qual a conhecemos[1], é conquista relativamente recente. Durante a Antiguidade e a Idade Média, a obra de Aristóteles (-384/-322) era muito respeitada e sua influência, preponderante; somente com o advento do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564/1642), porém, os dois pilares fundamentais do conhecimento científico moderno se estabeleceriam: a experimentação e a enunciação matemática de seus resultados.

Assim, apesar dos gregos terem efetivamente colocado a ciência moderna em seu rumo atual, nenhuma das ciências gregas ultrapassou, a bem da verdade, a fase pré-científica.

Notas

  1. Ciência, em sentido amplo, é o conjunto de conhecimentos a respeito do universo reunidos de forma sistemática e objetiva, de acordo com uma certa quantidade de regras que constituem o método científico: observação (com o uso de instrumentos adequados); hipótese (explicação provisória); experimentação (teste da hipótese); generalização (extensão das conclusões a outros fenômenos).

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Artigo nº 0005
publicado em 10/11/1997.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
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RIBEIRO JR., W.A. A ciência grega. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0005. Consulta: 26/06/2017.
 
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