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LITTERAE
Hinos homéricos altera TITVLVS
Hymni Homerici
SIGLA CLASSICA
h.Hom.
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Hinos homéricos
Esses poemas, mais comumente chamados de hinos, eram recitados pelos rapsodos como prelúdio a solenidades religiosas ou em simples festivais religiosos e Os hinosEis a relação completa, organizada em ordem alfabética de acordo com a divindade homenageada (o número entre parênteses indica a posição do hino nos manuscritos):
Resumo dos hinos principaisSão 33 hinos no total, de extensão e qualidade muito desiguais, que ocupam cerca de 190 páginas da edição de Humbert (1936), na qual se baseia este resumo. Os hinos maiores são os mais importantes: a Deméter (II), a Apolo (III), a Hermes (IV) e a Afrodite (V). Os hinos a Deméter, a Apolo e a Afrodite são os mais antigos, e datam do fim do século ΕΙΣ ΔΗΜΗΤΡΑΝ, o Hino a Deméter, descreve o rapto de Perséfone por Hades, a tristeza de Deméter, a vingança contra os outros deuses, sua busca pela filha, a volta de Perséfone e o estabelecimento dos mistérios de Elêusis. ΕΙΣ ΑΠΟΛΛΩΝΑ, o Hino a Apolo, está dividido em duas partes. A primeira, de 178 versos, é dedicada a Apolo Délio e narra o atribulado nascimento do deus em Delos; a segunda, de 368 versos, é dedicada a Apolo Pítio e celebra a fundação de seu culto em Delfos (nome antigo: Pitôn). ΕΙΣ ΕΡΜΗΝ, o Hino a Hermes, tem 580 versos e relata as travessuras de Hermes contra seu irmão Apolo pouco depois do nascimento. O caráter da composição é muito pouco solene e, a bem da verdade, é quase cômico. ΕΙΣ ΑΦΡΟΔΙΤΗΝ, o Hino a Afrodite, mostra como Zeus humilhou Afrodite, a deusa do amor, Dos hinos mais curtos, os mais notáveis são o Hino a Dioniso, que relata a captura de Dioniso pelos piratas; o Hino a Ares, que descreve os atributos do deus da guerra; e o Hino a Pã, que mostra as atividades do deus dos pastores nos campos e bosques. Os demais, em sua maioria, ou são simples resumos dos hinos maiores (por exemplo o XVII, a Hermes, e o XIII, a Deméter) ou simplesmente saúdam o deus e enumeram seus principais atributos (por exemplo o XVI, a Asclépio, datado do século Manuscritos, edições e traduçõesOs hinos homéricos chegaram até nós através de muitos manuscritos, mas nenhum deles contém todos os hinos e a maioria está em más condições. Os mais importantes são o Leidensis 33 H (séc. XIV), da Biblioteca Universitária de Leyde; o Ambrosianus 120 (séc. XV), da Biblioteca Ambrosiana de Milão; e o Athous Vatopedi 671 (séc. XIV), da Biblioteca do Monastério de Vatopedi. As mais antigas edições são a de Demetrius Chalcondyles Florença (1488) e a Aldina (1504). As edições modernas principais são as de Baumeister (1860), Gemoll (1886) e Allen & Sikes (1904); a mais recente é a de Humbert (o.c.), utilizada aqui. As primeiras traduções dos hinos para o português são a de Malhadas para o hino a Deméter (1970); a de Malhadas e Moura Neves, para o hino a Apolo Délio (1976); a de Machado Cabral para o hino a Apolo Pítio (1998); e a de Marquetti, para os hinos a Afrodite (2001). Há um projeto de tradução de todos os outros hinos em andamento no Departamento de Lingüística da Selecta
ReferênciasJ. Humbert, Homère / Hymnes. Paris: Les Belles Lettres, 1936. L.A. Machado Cabral, O Hino Homérico a Apolo. Cotia e Campinas: Ateliê e Ed. UNICAMP, 2004. F.R. Marquetti, Da sedução e outros perigos: o mito da deusa mãe. Araraquara: tese de Doutoramento,
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Página atualizada em 14.08.2005 Data da consulta: 11.05.2008 |