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Hefesto (gr. Ἥφαιστος) era o deus do
fogo, dos metais e da metalurgia; patrono dos ferreiros, artífice sem igual. Suas
oficinas eram os vulcões, onde trabalhava auxiliado pelos ciclopes e por criadas de ouro "em tudo semelhantes a
moças vivas" (Il. 18.418)[1].
Origem
Divindade não-helênica, Hefesto veio talvez da Ásia Menor e chegou à Grécia,
provavelmente, através da ilha de Lemnos. Ele não é citado nas tabuinhas micênicas;
para os gregos, era filho de Zeus e de Hera ou, em algumas versões, só de Hera. Ao
contrário dos demais deuses, belos e fisicamente perfeitos, era feio e coxo.
Há duas versões para sua deformidade. Em uma delas, tentou defender Hera durante
uma das inúmeras discussões com Zeus e o pai dos deuses, encolerizado,
agarrou-o pelo pé e atirou-o Olimpo abaixo. Hefesto caiu
durante um dia inteiro e, ao se chocar com a ilha de Lemnos, ficou coxo para
sempre.
Na versão mais popular, sua mãe ficou tão assustada com sua deformidade que o
jogou fora do Olimpo logo depois de nascer, para que os outros deuses não o vissem.
Ele caiu no mar, mas foi salvo pela oceânide Eurínome e pela nereida Tétis, que mais
tarde o criaram.
Mais tarde, já crescido, Hefesto se vingou de Hera enviando-lhe de
presente um finíssimo trono de ouro com uma armadilha. Assim que a deusa se sentou,
ficou presa, e somente Hefesto sabia desarmar a armadilha. Os deuses tiveram então
que pedir a Dioniso que desse um jeito de trazer Hefesto de volta ao Olimpo. Dioniso
não teve grandes dificuldades em embriagá-lo e
convencê-lo; na verdade, ele realizou tão bem sua tarefa, que Hefesto
teve de entrar na morada dos deuses montado em um burro... Mas soltou a mãe logo
depois e assumiu seu lugar no Olimpo.
Mitos
Hefesto, para compensar a feiúra, tinha uma bela esposa. Há uma certa
controvérsia quanto à identidade dela: a Ilíada e Hesíodo contam que era uma
das três Cárites; segundo a Odisséia, sua consorte era Afrodite, que aliás o
traía sistematicamente com Ares.
Além do famoso episódio da rede, que relata sua vingança contra Afrodite e Ares,
ele participa de vários outros mitos. Os mais importantes são o de Pandora, o de
Prometeu, o do nascimento de Atena, o da armadura de Aquiles e o de Erictônio.
Iconografia e culto
Hefesto era representado normalmente como um ferreiro, e seus atributos eram o
machado e a tenaz. O tema do deus retornando ao Olimpo, embriagado e montado em um
burrico, foi exaustivamente explorado pelos pintores de vasos.
Somente em Atenas ele era cultuado de forma regular. Aliás, o célebre
theseum de Atenas, um dos templos gregos mais bem conservados, era, na
realidade, um templo dedicado a Hefesto — um hephaesteum, portanto.
Notas- Isaac Asimov (1920/1992), reputado escritor de ficção científica, apontou essa passagem como a primeira referência a robôs na Literatura mundial.
ReferênciasConsulte a bibliografia geral da área. RIBEIRO JR., W.A. Hefesto. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em www.greciantiga.org/arquivo.asp?num=0208. Consulta: 02/09/2010. |