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Os músicos divinos
altera
NOME ROMANO
Silvano (= Pã)
 
Os músicos divinos
s divindades que se relacionavam diretamente com a música eram Apolo, as Musas e Pã.

Apolo, o deus da música

Apolo era considerado o deus da música e, embora as lendas relatem que Hermes inventou a lira e a flauta, foi Apolo que, tocando-as, levou-as à perfeição. Ele dirigia, no Olimpo, o coro das Musas e a dança das Cárites, suas irmãs, e entretia os demais deuses olímpicos com a lira.

Como todos os outros deuses, Apolo não primava pelo espírito esportivo. Foi desafiado certa vez pelo deus Pã para um torneio de flautas e Midas, o rei da Frígia que arbitrou a disputa, deu a vitória a Pã. Inconformado, Apolo fez com que crescessem orelhas de burro no juiz. O sátiro Mársias, que também o desafiou com sua flauta, deu-se igualmente muito mal...

O canto das musas

As musas eram filhas de Zeus e de Mnemósine. Cantavam divinamente (é claro...), estavam sempre alegres e dançavam acompanhadas da lira de Apolo.

Habitavam a Piéria, próxima ao Olimpo (na Tessália), e o monte Helicon (na Beócia), mas estavam sempre no Olimpo, com os outros deuses. Ficavam também no Monte Parnaso (na Fócida), onde faziam parte do cortejo de Apolo.

Pouco antes da época clássica as Musas passaram a personificar a poesia, o canto, a dança e as demais artes. As atribuições eram variáveis e um poucos confusas, mas a partir do período greco-romano seus atributos tornaram-se mais definidos: Calíope, a poesia épica; Clio, a história; Polímnia, os hinos religiosos; Euterpe, a música para aulos; Terpsícore, a dança; Erato, a música para lira; Melpômene, a tragédia; Tália, a comédia; e Urânia, a astronomia.

Divindade pastoral meio-homem, meio-bode, originária da Arcádia; era, provavelmente, um deus da fertilidade ligado à natureza e ao pastoreio. Sua ascendência é um tanto nebulosa, mas era considerado em geral filho de Hermes e de uma ninfa.

Tinha chifres, orelhas e pernas de bode, e vivia nas montanhas e florestas caçando, cantando, dançando e perseguindo as ninfas... Às vezes participava do cortejo que acompanhava Dioniso. Quando perturbado no calor do meio-dia, hora em que habitualmente descansava, tornava-se perigoso: estourava manadas, causava pesadelos e induzia terror nos perturbadores ("pânico").

A "flauta de Pã" foi uma invenção do próprio deus. Ao perseguir sem sucesso a ninfa Sírinx, ouviu o som do vento agitando os caniços às margens de um rio, e teve a idéia de cortá-los em diferentes tamanhos e uní-los com cera. Ao soprar o instrumento, encantou-se com a beleza dos sons e batizou-o de siringe, em homenagem à fugitiva.

Segundo Heródoto, contava-se que o deus havia sido visto por Fidípides, um ateniense, pouco antes da batalha de Maratona (Hdt. 6.105).


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