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O Período Greco-romano

 
Biblioteca de Adriano

Do ponto de vista político, o continente grego afastou-se definitivamente do centro dos acontecimentos. Com o estabelecimento do Império Romano em -27, a Macedônia e os territórios da Grécia Continental tornaram-se simples províncias romanas.

As antigas póleis, agora meros centros municipais, beneficiaram-se da Pax Romana e cessaram suas eternas disputas armadas. Os jogos continuaram sendo disputados e os festivais celebrados; muitas instituições políticas tradicionais, apesar do governo romano, conservaram os nomes e a influência local. Atenas manteve o status de cidade universitária, onde os romanos de posses iam completar sua educação em filosofia e retórica.

A cultura grega foi adotada pelos romanos cultos e a cidade de Roma se tornou o mais novo e mais importante centro de cultura helênica. Na cidade, a medicina e o ensino da filosofia e da retórica, tão prezada pelos romanos, estava na mão de gregos (às vezes simples escravos); escultores de origem grega trabalhavam para patronos romanos; e os intelectuais romanos liam, falavam e escreviam fluentemente em grego. Os próprios imperadores romanos reverenciavam a antiga cultura grega: Nero (54/68), Adriano (76/138) e Marco Aurélio (121/180) foram os mais notáveis dentre eles.

Mas o Império Romano, no fim do século III, começou a se desagregar. O desgoverno era tamanho que em 395 os bárbaros visigodos conseguiram saquear Atenas, Corinto e outras importantes cidades gregas. Nesse mesmo ano, o imperador Teodósio I dividiu formalmente o Império em dois, e a Grécia foi incorporada ao Império do Oriente. A sede era a cidade de Constantinopla, fundada em 330 pelo imperador Constantino ao lado da antiga cidade grega de Bizâncio (daí o nome "Império Bizantino").

No Ocidente, a península italiana e as províncias romanas caíram gradualmente nas mãos dos bárbaros e em 476 foi deposto o último dos imperadores romanos. No Oriente, a cultura grega sobreviveria ainda durante muitos séculos (até 1453, especificamente); sua influência seria explícita a partir de 610/641, quando o grego se tornou a língua oficial do Império Bizantino, a despeito da oposição dos cristãos, agora dominantes, a qualquer forma de paganismo.

A Igreja Cristã absorveu muitas coisas da antiga cultura grega; apesar disso, fez muita pressão para acabar com o paganismo. Em 394, foram disputados os últimos jogos olímpicos, por ordem do Imperador Teodósio; em 529, as escolas de filosofia de Atenas foram fechadas por ordem do Imperador Justiniano — e esse fatídico ano de 529 marcou, sem dúvida, o fim do ímpeto e do vigor criativo da antiga cultura grega.

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Artigo nº 0428
publicado em 25/01/2002.
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RIBEIRO JR., W.A. O Período Greco-romano. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0428. Consulta: 17/06/2018.
 
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