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A corça cerineia

τρίτον ἆθλον ἐπέταξεν αὐτῶι τὴν Κερυνῖτιν ἔλαφον εἰς Μυκήνας ἔμπνουν ἐνεγκεῖν.
Apollod 2.5.3

Para o terceiro trabalho, 〈Euristeu〉 ordenou-lhe trazer a Micenas, viva, a corça Cerinéia.

 
 
Héracles e a corça

A corça vivia no Monte Cerineu, entre a Arcádia e a Argólida. Tinha chifres de ouro e pés de bronze, era extremamente veloz, nunca se cansava e pertencia à deusa Ártemis, a quem fora consagrada.

Héracles tinha de capturá-la viva, e perseguiu-a durante um ano; segundo Píndaro, perseguiu-a até o país dos Hiperbóreos, isto é, até os confins do mundo conhecido. O herói conseguiu finalmente alcançá-la quando ela atravessava um rio, na Arcádia. Algumas versões da lenda contam que ele retardou a corça ferindo-a levemente com uma flecha, o que não é muito verossímil: o veneno da Hidra não falhava nunca...

No retorno a Micenas encontrou-se com Ártemis e Apolo, seus meio-irmãos, ambos bastante irritados com a captura da corça. Héracles mostrou-lhes que o animal estava vivo e bem, e ponderou que tinha agido por ordem de Euristeu e, indiretamente, de Hera, esposa de Zeus e rainha dos deuses. Com isso, desconversaram e deixaram-no ir em paz.

Outras iluminuras

 
Héracles e a corça.
Museu Arqueológico de Delfos

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0032
publicado em 10/03/1998.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. A corça cerineia. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0032. Consulta: 27/06/2017.
 
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