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FABVLAE
O titã Crono
altera
NOMINES
Κρόνος
Ῥέα

Saturno
Réia
 
O titã Crono
pós um começo enérgico, a formação do mundo havia chegado a um impasse: o potente Urano, embora tivesse gerado novas e poderosas divindades, não permitia que deixassem o interior de Gaia. Titãs, ciclopes e hecatônquiros, presos no interior da mãe, temiam o pai e nada faziam. Gaia, porém, incomodada com a potência inútil de Urano, atulhada e ofendida, conspirava...

A destituição de Urano

Quando a mãe de todos finalmente se cansou de Urano, urdiu um plano para libertar os filhos e ao mesmo tempo se livrar do incômodo vigor do marido. Criou em suas entranhas o ferro mais resistente, fez com ele uma afiada foice e pediu ajuda aos filhos. Somente Crono (gr. Κρόνος), o mais novo, de "pensamentos tortuosos", que odiava o pai e não o temia, concordou em ajudá-la.

Armado da foice, Crono se escondeu e à noite, quando Urano recobriu Gaia, decepou com um só golpe os genitais do pai e lançou-os no mar. Libertou, a seguir, todos os irmãos presos no interior da terra.

Urano continuou a cobrir Gaia diariamente, mas sem tocá-la: privado da capacidade geradora, "aposentou-se" e não procriou novamente. O esperma que caiu dos genitais cortados produziu, ao atingir o mar, a espuma de onde saiu a deusa Afrodite. Já o sangue de sua ferida, ao cair sobre a terra, gerou as ninfas melíades, as Erínias e, posteriormente, os gigantes.

Crono e Réia

Após a destituição e "aposentadoria" de Urano, Crono passou a residir no céu e se tornou o novo "rei" dos deuses. Conforme as versões mais tardias da lenda, seu reinado foi uma verdadeira Idade de Ouro.

                    +---- Gaia
                 +--|      |
                 |  +--- Urano
                 |
   +-------------+-------------+
   |             |             |
 Crono ----+--- Réia        outros titãs
           |                ciclopes
           |                hecatônquiros
        deuses
       olímpicos

Uniu-se à irmã Réia (gr. Ῥέα) e gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posídon e Zeus. Consta que se uniu também à oceânide Fílira e gerou o bondoso centauro Quíron, grande amigo dos mortais.

A titânide Réia, esposa de Crono, era também chamada de mãe dos deuses, talvez porque três de seus filhos (Zeus, Posídon e Hades) iriam controlar, mais tarde, o mundo. Divindade muito antiga, ligada à deusa-mãe, senhora dos animais, e à fertilidade, tem origem provavelmente minóica; seu epíteto é mencionado nas tabuinhas em Linear B. Com o intensivo contato dos gregos com as culturas da Ásia Menor, a partir do século -VII, acabou sendo equiparada à deusa frígia Cibele.

Com o tempo, Crono se transformou em um déspota tão maligno quanto o pai. Temeroso do poder dos ciclopes e dos hecatônquiros, encerrou-os de novo no Tártaro; depois que Urano e Gaia profetizaram que seria destronado por um dos filhos, passou a devorar os filhos imediatamente depois do nascimento.

Mas Zeus, o mais novo, conseguiu escapar desse triste destino. Réia enganou o marido com uma pedra envolvida em panos e escondeu o filho em uma gruta do monte Ida (ou do monte Dicte), na Ilha de Creta.

Iconografia e culto

Crono não era, habitualmente, representado; foi cultuado em épocas muito remotas no sopé do Monte Cronion (Élida), perto do Altis de Olímpia. Réia, raramente representada, era cultuada desde o século -V sob a forma de Cibele; com freqüencia, ao se referir a ela, dizia-se simplesmente a Mãe. Cibele era geralmente mostrada em um trono, portando uma coroa alta e címbalos, ou então dirigindo um carro puxado por leões.

 
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21.01.2001
Monografia 0365
     
Data da consulta: 09.05.2008
 
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