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Alcione e Céix

 
Morfeu (Oniro) visita Alcíone

Alcione (gr. Ἀλκυόνη), uma das filhas de Éolo, casou-se com Céix (gr. Κήυξ), filho de Heósforo, e tiveram um casamento muitíssimo feliz.

De acordo com sucinta versão do mito transmitida originalmente pelo Catálogo das Mulheres (F 10.83-98 e 12 Most) e conservado pelo Pseudo-Apolodoro (1.7.4), os dois se amavam tanto que muitas vezes chamavam um ao outro de Hera e de Zeus. Zeus, porém, não gostou nem um pouco da história, talvez pela presunção dos dois mortais, talvez ressentido porque seu casamento com Hera não era assim tão feliz, e tranformou ambos em aves. Sabe-se apenas que Alcione foi transformada em um guarda-rios[1].

Esse breve mito foi também abordado pelo anônimo autor do poema épico Κήυκος γάμος, ‘O casamento de Céix’. Dele temos apenas fragmentos, insuficientes para determinar como o mito foi abordado, mas parece que nessa versão Héracles participa da história.

Ovídio (Met. 11.410-748) e o Pseudo-Higino (Fab 65) transmitiram, séculos depois, outra versão da lenda. Eles contam que Céix reinava pacificamente na Tessália e precisou fazer uma viagem por mar. Uma forte tempestade fez o navio afundar, ele se afogou e o corpo foi levado pelas ondas até a praia, onde foi encontrado por Alcione, informada da morte do marido por Oniro (lat. Morpheus), i.e., por um sonho.

Ela tanto lamentou a perda de Céix que os deuses, condoídos, transformaram os dois em guardas-rios.

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