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As tribulações de Átamas

 
A roda de Íxion, Hermes, Néfele e Hera

Atamas (gr. Ἀθάμας), irmão de Sísifo, reinava na Beócia, em Orcômeno (P. Oxy. 2455; Paus. 9.34.5) ou na própria Tebas (Tz. ad Lyc. 22).

A lenda de Átamas não é das mais complexas, mas se desenvolve em três núcleos mais ou menos autônomos:

  1. Frixo, Hele e o tosão de ouro
  2. Leucoteia e Palêmon
  3. Átamas na Tessália

O primeiro núcleo envolve seu primeiro casamento com Néfele, a nuvem que Zeus utilizou para enganar Íxion, e o ódio de Ino, sua segunda esposa, dos filhos que ele teve com Néfele.

O segundo núcleo é consequência do ódio da deusa Hera, desencadeado pelo fato de Átamas e Ino terem acolhido o jovem Dioniso, filho de Zeus e Sêmele, irmã de Ino.

O terceiro núcleo refere-se à emigração de Átamas para o norte, depois desses tormentosos eventos. Não se sabe se o herói abandonou voluntariamente a Beócia ou se foi desterrado, por causa da morte do filho.

Fontes, representação, literatura

Não há documentos iconográficos da Antiguidade com a representação de Átamas. As primeiras menções a ele são os fragmentos de Píndaro (Hymn. 51a) e a tragédia Os Persas, de Ésquilo (Pers. 70). As mais importantes fontes para o mito são o Pseudo-Apolodoro (1.9.1-2) e Zenóbio (Zen. 4.38)

Átamas é o personagem principal de duas ou três tragédias perdidas de Ésquilo e de Sófocles, das quais restam alguns poucos fragmentos; todas eram intituladas Átamas. Sabemos que outros trágicos também usaram esse tema — os gregos Xenocles I (sæc. -V) e Astidamante II (sæc. -IV), e os romanos Ênio e Ácio —, assim como os poetas cômicos Antífanes e Ânfis (sæc. -IV).

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