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Filósofos pré-socráticos

 
Um filósofo

Dois acontecimentos separam, tradicionalmente, pouco mais de mil anos de Filosofia Grega: a previsão de um eclipse solar[1] em -585, por Tales de Mileto (-625/-547), e a proibição do ensino de filosofia pagã na Universidade de Atenas em 529, decretada pelo Imperador Justiniano[2].

Embora a filosofia tenha nascido e se desenvolvido nas prósperas póleis localizadas fora do continente grego, o mais importante personagem da Filosofia grega foi indubitavelmente o ateniense Sócrates (-469/-399), contemporâneo do político Péricles, do poeta trágico Eurípides e do médico Hipócrates de Cós.

Sua contribuição à Filosofia foi tão importante que é costume dividir historicamente os pensadores gregos em pré-socráticos e pós-socráticos.

O primeiro século do período pré-socrático caracterizou-se principalmente pela criatividade especulativa; no período seguinte, com o desenvolvimento de técnicas de argumentação e lógica, muitas das conclusões até então obtidas foram revistas e intensamente criticadas; e os últimos filósofos pré-socráticos, já contemporâneos de Sócrates, procuraram acomodar os escassos conhecimentos científicos da época à filosofia.

O mitógrafo Ferécides de Siros, contemporâneo de Tales de Mileto, tem várias características em comum com os pré-socráticos, mas acredita-se atualmente que ele é mais ligado à mitologia do que à filosofia.

Notas

  1. Eclipse (gr. ἔκλειψις ) é quando a luz proveniente de um corpo celeste é bloqueada pela interposição de outro corpo celeste. O eclipse solar, visto da Terra, ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, e a Lua bloqueia ou oculta o Sol.
    Imagem: eclipse total anular do Sol (04/01/2011). NASA/Hinode/XRT, pd.
  2. Justiniano I (482/565), ou Flauius Petrus Sabbatius Iustinianus Augustus, na opinião de alguns “Justiniano, o Grande”, foi Imperador Romano do Oriente de 527 a 565. Notável por algumas conquistas militares, pela reorganização do Direito Romano, pela construção da Igreja de Santa Sofia em Constantinopla, pela grande influência da Imperatriz Teodora sobre ele e pelo fechamento da neoplatônica Academia de Atenas em 529.

Leitura complementar brpt

Gerd A. Bornheim, Os filósofos pré-socráticos, São Paulo, Cultrix, 1967. J. Cavalcante de Souza (org.), Pré-socráticos, São Paulo, Abril Cultural, 51991. Jean Brun, Os Pré-Socráticos, trad. A. Rodrigues, Lisboa, Edições 70, 1991 G.S. Kirk, J.E. Raven & M. Schofield, Os filósofos pré-socráticos, trad. C.A. Louro Fonseca, Lisboa, Calouste Gulbenkian, 41994 Jonathan Barnes, Filósofos pré-socráticos, trad. J. Fischer, São Paulo, Martins Fontes, 1997

Créditos das ilustrações

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Artigo nº 0096
publicado em 18/01/1999. Atualização: 11/04/2008.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Filósofos pré-socráticos. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0096. Consulta: 26/02/2017.
 
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