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a principio ad anno domini 529

Diógenes de Apolônia

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Moeda de Apolônia com "gorgoneion", fim do sæc. -V/início do sæc. -IV.

INIT filósofo Diógenes de Apolônia (gr. Διογένης) floresceu entre -440 e -430, aproximadamente, e pode também ter sido médico. Estamos muito pouco informados sobre os fatos de sua vida; sabemos um pouco mais, no entanto, sobre suas ideias.

Zoologia

Diógenes explicava as funções cognitivas do homem (e dos animais) em função do ar, que considerava o elemento básico de tudo. As sensações seriam provocadas pelo ar que, vindo do exterior, se misturava ou apenas agitava o ar existente nos órgaos dos sentidos.

Observou que tanto os homens como os demais seres vivem do ar que respiram e notou que a existência de todas as criaturas vivas segue os mesmos princípios, a despeito das diferenças de forma: "a alma é a mesma", "as criaturas vivem, vêem e ouvem pela mesma coisa" (Fr. 5).

Medicina

Estudou ou, pelo menos, especulou sobre a anatomia das "veias" (vasos sanguíneos)[1], descrevendo sua distribuição no organismo humano, e sobre a reprodução humana. Considerava o sêmen um produto do sangue que continha ar e era, assim, capaz de transmitir sensação e pensamento. Era o ar que, misturado ao sangue e espalhado pelo corpo através dos vasos sanguíneos, produzia o pensamento.

Também discutiu o problema da origem do embrião (contribuição unicamente masculina, ou masculina e feminina?).

Acreditava que o ar era o fator mais importante para a saúde e a doença, e que as doenças podiam ser diagnosticadas pelas "cores" do doente e também através do exame da língua.

Astronomia

Ele comparou os corpos celestes a pedras-pomes incandescentes, talvez pela sua leveza. Para ele os corpos celestes visíveis tinham à sua volta pedras invisíveis que tendiam a cair na Terra, quando então seu fogo se extinguia.

Obras

É provável que tenha escrito pelo menos um livro, que sobreviveu em estado muito fragmentário, graças a Simplício (sæc. VI). Além dos fragmentos, temos alguns importantes testemunhos doxográficos.

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Notas

  1. Nos Períodos Clássico e Helenístico os gregos ainda usavam φλέψ, "veia", para designar tanto as artérias como as veias. Não recorri à tradução "vasos sangυíneos" por ser esse um termo apropriado a textos bem mais modernos. A palavra grega φλέψ está presente, na forma de radical, no português. "Flebografia", por exemplo, é o nome de um exame radiológico efetuado pela injeção de contraste iodado nas veias; "flebotomia", uma incisão cirúrgica nas veias.
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Referências e bibliografia
s consulte a bibliografia geral da área