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MUSICA
Melodias
u  Ifigênia em Áulis
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Délfico nº 1
 
Melodias
a música grega antiga sobreviveram apenas fragmentos esparsos de diferentes épocas. Três, gravados na pedra de monumentos; quatro, transmitidos por manuscritos; os demais, recuperados a partir de papiros.

Fragmentos musicais

Com raras exceções, essas fontes não são totalmente inteligíveis e têm várias lacunas. Eis os fragmentos musicais mais significantes que chegaram até nós e que permitiram razoáveis reconstituições:

  1. Ifigênia em Áulis, de Eurípides.
    Nove versos (784-792) de um estásimo da tragédia. Biblioteca da Universidade de Leyde, papiro nº 510 (c. -250).

  2. Orestes, de Eurípides.
    Doze linhas (322-328 e 339-344) de um estásimo da tragédia. Biblioteca Nacional de Viena, papiro G 2315 (séc. -II).

  3. Hino a Apolo Délfico nº 1, anônimo.
    Peã com quatro estrofes quase completas. Inscrição no Museu Arqueológico de Delfos (séc. -I).

  4. Hino a Apolo Délfico nº 2, de Limênios.
    Peã com dez estrofes bem conservadas. Inscrição no Museu Arqueológico de Delfos. (séc. -I).

  5. Epitáfio de Seikilos, anônimo.
    Doze linhas, conservadas integralmente. Inscrição no Museu de Copenhagen, inv. 14897 (séc. I/II).

  6. Fragmentos épicos de Oslo, anônimos.
    Quinze versos com notação vocal ritmada. Oslo, papiro 1413 (séc. I/II).

  7. Obras de Mesomedes
    Quatro poemas com notação musical completa: duas curtas Invocações à Musa, um Hino ao Sol, um Hino a Nêmesis. Manuscrito bizantino do século XIII/XVI.

Eurípides é muito conhecido por suas tragédias; acredita-se que, assim como os demais poetas trágicos, compunha também as melodias que acompanhavam a declamação dos versos. De Limênio (gr. Λιμήνιος), filho de Thoinos (c. -128), nada mais se sabe. Mesomedes (gr. Μεσομήδης) era de origem cretense e foi músico da corte na época do Imperador Adriano (76/138). Deixou-nos treze poemas transmitidos por manuscritos bizantinos, dentre os quais quatro estão acompanhados de notação musical.

Reconstruções conjeturais

Graças ao paciente trabalho dos historiadores da música e de imaginosas reconstituições, podemos ouvir atualmente alguns pálidos exemplos do que deve ter sido a antiga música grega. Três dos fragmentos musicais relacionados acima podem ser ouvidos on line nesta página (ver links acima e à esquerda).

Atualmente, reconstruções artisticas em CD, algumas gravadas com instrumentos de época, podem ser encontradas em lojas especializadas, ou encomendados pela Internet:

cd
  • Annie Bélis et l'Ensemble Kérylos. Musiques de l’Antiquité Grecque. K617, 1996.
  • Christodoulos Halaris. Hellenic Odes, from ancient Greece to Byzantium (5th B.C.-15th A.D). Orata, 2001.
  • Christodoulos Halaris. Music of Ancient Greece. Orata, 2003.
  • De Organographia (Gayle Neuman, Philip Neuman, William Gavin). Music of the Ancient Greeks. Pandourion Records, 1997.
  • Gregorio Paniagua / Atrium Musicæ de Madrid. Musique de la Grèce Antique. Arles: Harmonia Mundi, 1979.
  • Petros Tambouris. ΜΕΛΟΣ ΑΡΧΑΙΟΝ. Secular Music of Greek Antiquity, 4 v. FM Records, s/d.

Destaque especial merece a página Ancient Greek Music, de Stefan Hagel, da Austrian Academy of Sciences. Praticamente todos os fragmentos já publicados foram recuperados e estão disponíveis on line em formato MIDI e Realplayer. A propósito, os trechos do Orestes e do Hino Délfico a Apolo desta página foram gentilmente autorizados por Stefan Hagel.


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Página atualizada em 02.09.2005   •   Data da consulta: 14.05.2008
 
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