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Arquíloco

καὶ μήτε νικ〈έω〉ν ἀμφάδην ἀγάλλεο,
μηδὲ νικηθεὶς ἐν οἴκωι καταπεσὼν ὀδύρεο,
ἀλλὰ χαρτοῖσίν τε χαῖρε καὶ κακοῖσιν ἀσχάλα
μὴ λίην.
Arquíloco Fr. 128.4-5

Vencendo, não exultes em público
e nem, vencido, pranteies em casa, estirado;
alegra-te com prazeres e aflige-te com sofrimentos,
mas não em demasia.

 
 
Hoplitas em combate

Arquíloco (gr. Άρχίλοχος) nasceu na ilha de Paros por volta de -650 — a primeira data relativamente precisa da Literatura Grega (Lesky, 1995, p. 136) —. Sabe-se que era filho ilegítimo de um aristocrata, Telesicles, e que teve de abandonar a ilha devido a problemas financeiros. Em Tasos viveu como soldado mercenário e, ao que parece, morreu em combate durante uma disputa com a vizinha ilha de Naxos provavelmente no fim do século -VII.

Arquíloco adaptou a poesia épica a novas formas, mais naturais. Compôs inúmeros iambos satíricos, alguns bastante ferinos, e também canções sensuais. Os versos transbordam espontaneidade, sentimento e uma certa rebeldia em relação aos valores estabelecidos. Mencionou muitos eventos políticos contemporâneos

Seus poemas logo se tornaram muito populares: faziam parte do repertório dos rapsodos e eram cantados frequentemente nos concursos públicos de poesia. Os antigos colocavam-no em pé de igualdade com o próprio Homero (Pl. Ion 531a).

Edições e traduções

Os poemas de Arquíloco, na Antiguidade, foram organizados em quatro seções: elegias, trímetros iâmbicos, tetrâmetros trocaicos e epodos. Os mais apreciados eram, aparentemente, os epodos, que compreendiam um hexâmetro ou ou trímetro iâmbico, mais dois ou três versos mais curtos. Infelizmente, restam-nos apenas fragmentos de sua obra, conservados por escritores posteriores ou descobertos em papiros.

As coletâneas mais antigas são as de Jacobs (1794), Gaisford (1820), Liebel (21819) e Bergk (41882). Mais modernas são as edições de Edmonds (1922/1927), Adrados (1955) e West (1971; suppl. 1974, 21992). Recentemente, West (1981) editou diversos fragmentos novos de Arquíloco e preparou uma nova edição (1992); em 1999 foi publicada a excelente edição de Gerber.

Há várias traduções de fragmentos selecionados de Arquíloco em Falco e Coimbra (1941), Malhadas e Moura Neves (1976), Rocha Pereira (1998) e Cunha Corrêa (1998).

Leitura complementar brpt

P. Cunha Corrêa, Armas e Varões: a Guerra na Lírica de Arquíloco, São Paulo, Ed. UNESP, 1999. V. Falco & A.F. Coimbra, Os Elegíacos Gregos de Calino a Crates, São Paulo, 1941. D. Malhadas & M.H. Moura Neves, Antologia dos Poetas Gregos de Homero a Píndaro, Araraquara, FFCLAr-UNESP, 1976.

Créditos das ilustrações

i1136Hoplitas em combate → Ver comentários.

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Artigo nº 0672
publicado em 18/06/2000. Atualização: 14/10/2005.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Arquíloco. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0672. Consulta: 17/08/2017.
 
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