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Sófocles / As traquinianas

... faltam algumas partes!
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Héracles, Nesso e Dejanira

Não sabemos com certeza em que data Traquinianas (gr. Τραχίνιαι), a mais pessimista das tragédias sofoclianas, foi representada pela primeira vez. Segundo Easterling (1982, p. 23), qualquer data entre -457 e -430 é plausível. Ela não deve ser, no entanto, muito anterior ao Édipo Rei (c. -427), mas até o momento só se pode afirmar que, juntamente com Ájax e Antígona, faz parte do grupo das mais antigas tragédias sofoclianas que sobreviveram.

A tragédia contém 1278 versos; nada se sabe do concurso em que foi encenada e dos outros dramas que a acompanharam.

Hipótese

Djanira, esposa de Héracles, fica sabendo que o marido, após a servidão junto a Ônfale, venceu o rei Êurito da Ecália e está voltando para casa com Iole, filha do rei, por quem ele se apaixonara. Pouco antes de chegar, o herói manda pedir à esposa uma túnica limpa para que possa oferecer um sacrifício a Zeus. Sentindo-se ameaçada, Djanira envia ao herói uma túnica embebida no sangue do centauro Nesso, acreditando que se tratava de poção mágica que lhe restituiria o amor do marido.

Héracles, sem nada desconfiar, veste a roupa envenenada e, em meio a terríveis sofrimentos, pede a Hilo que o leve para casa. Ao saber do ocorrido, Djanira se mata. Héracles ordena que o filho o leve ao monte Eta, prepare uma pira para sua morte e recomenda que ele posteriormente se case com Iole. Hilo, relutante, promete obedecer os últimos desejos do pai.

Dramatis personae

Djanira filha de Eneu, rei de Cálidon, e esposa de Héracles Hilo filho mais velho de Héracles e Djanira Coro mulheres de Tráquis Licas arauto de Héracles Héracles o poderoso filho de Zeus e Alcmena, marido de Djanira e pai de Hilo Ama de Djanira Ancião Mensageiro

Personagens mudos: Iole, cativas da Ecália, servos de Héracles.

Mise en Scène

A cena se passa em Tráquis, Fócida, perto das Termópilas, diante do palácio do rei Ceix. É possível que o cenário representasse apenas o pórtico e a entrada do palácio.

O protagonista representava provavelmente Djanira e Héracles; o deuteragonista, Hilo e Licas; o tritagonista, a ama, o mensageiro e o ancião.

Resumo da tragédia

Prólogo (1-93), párodo (94-140), 1º episódio (141-496), 1º estásimo (497-530), 2º episódio (531-632), 2º estásimo (633-662), 3º episódio (663-820), 3º estásimo (821-61), 4º episódio (862-946), 4º estásimo (947-70), êxodo (971-1278).

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Manuscritos, edições e traduções

O principal manuscrito é o Mediceus (sæc. X), da Biblioteca Laurenciana de Florença. A editio princeps é a Aldina (1502).

As principais edições modernas isoladas da tragédia são as de Kamerbeek (1946), Schiassi (1953), Easterling (1982), Davies (1991).

Traduções para o português: Maria do Céu Zambujo Fialho (1989) e Flávio Ribeiro de Oliveira (2009), esta acompanhada de utilíssimas notas filológicas.

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Créditos das ilustrações

i0642Héracles, Nesso e Dejanira → Ver comentários.

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Artigo nº 0437
iniciado em 20/06/2002.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Sófocles / As traquinianas. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0437. Consulta: 29/06/2017.
 
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