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Sófocles / Antígona

... faltam algumas partes!
EM CONSTRUÇÃO...
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De todas as obras-primas dos mundos clássico e moderno — e eu conheço quase todas, o que vocês podem e devem fazer — a Antígona me parece a mais magnífica e satisfatória obra de arte de sua espécie.
Hegel II:1218, 1835
 
 
Antígona diante do cadáver de Polinices

Antígona (gr. Ἀντιγόνη) é, provavelmente, a segunda mais antiga das tragédias conservadas de Sófocles. A data é um pouco controvertida, mas a maioria dos eruditos a situa nos anos -422 ou -421; outros acreditam que ela pode ser ainda mais antiga do que o Ájax.

A tragédia contém 1353 versos e foi provavelmente representada nas Dionísias Urbanas, mas não sabemos quais os outros dramas produzidos na mesma ocasião. A julgar pela lista de tragédias incompletas de Sófocles e por outros razões, o tema das tragédias não era interligado (Griffith, 1989, p. 21). Segundo a tradição, a repercussão da tragédia foi tão grande que, pouco tempo depois, Sófocles foi eleito estrátego.

Hipótese

Logo após a fracassada tentativa dos sete chefes contra Tebas, Creonte, rei de Tebas, decreta que os cadáveres dos inimigos da cidade ficarão insepultos e sem os ritos fúnebres de praxe (na falta deles, a alma dos mortos não seria recebida por Hades). A penalidade estipulada para quem desobedecesse o decreto era a morte.

Polinices, um dos filhos de Édipo e sobrinho de Creonte, estava entre os atacantes; o decreto de Creonte, portanto, se aplicava também a ele. Antígona, revoltada com a ordem do tio, cobre secretamente o corpo do irmão com um pouco de terra e realiza alguns dos rituais que a religião grega preconizava para os mortos.

Descoberta, Antígona confronta Creonte com coragem e altivez, mas é condenada à morte. Posteriormente as profecias de Tirésias amedrontam Creonte e ele recua; ordena a imediata libertação da moça, mas ao procurá-la descobre-se que ela, seu filho Hémon e sua esposa Eurídice haviam se suicidado.

Dramatis personae
Antígona filha de Édipo e Jocasta, irmã de Ismene Ismene Filha de Édipo e Jocasta, irmã de Antígona Coro Velhos tebanos Creonte Tio de Antígona e de Ismene, rei de Tebas Hémon Filho de Creonte e de Eurídice, primo de Antígona e Ismene Eurídice Esposa de Creonte, mãe de Hemon Tirésias Adivinho tebano Vigia um soldado Mensageiro I Mensageiro II um dos servidores do palácio real
Mise en Scène

A cena se passa inteiramente diante do palácio real de Tebas; de seu pórtico saem o rei e os membros da família real, e os personagens que estavam fora da cidade chegam pelo párodo. O cenário, portanto, provavelmente representava apenas o pórtico do palácio; uma abertura permitia mostrar o interior, como por exemplo na cena que menciona a morte de Eurídice.

Um dos atores fazia o papel de Creonte; outro, o de Antígona, Eurídice e o do Primeiro Mensageiro; e outro o de Ismene, o do soldado, o de Hemon e, provavelmente, o de Tirésias e o do Segundo Mensageiro. Há dúvidas quanto aos papéis que cabiam ao protagonista, ao deuteragonista e ao tritagonista.

Resumo da tragédia

Prólogo (1-99), párodo (100-161), 1º episódio (162-331), 1º estásimo (332-75), 2º episódio (376-581), 2º estásimo (582-625), 3º episódio (626-780), 3º estásimo (781-801), 4º episódio (802-943), 4º estásimo (944-87), 5º episódio (988-1114), 5º estásimo (1115-1154), êxodo (1155-1353).

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Manuscritos, edições e traduções

O principal manuscrito é o Mediceus (Laurentianus xxxii 9) da Biblioteca Laurenciana de Florença (c. 1000). A editio princeps é a Aldina, publicada em Veneza por Aldus Manutius em 1502.

Principais edições modernas do texto isolado: Colonna (1941), Kamerbeek (1945), Anania (1957), Müller (1967) e Griffith (1999).

A primeira tradução para o português é a de João Cardoso de Meneses e Souza, o Barão de Paranapiacaba, de 1909. Depois vêm as de Eusébio Dias Palmeira (1957), Maria Helena da Rocha Pereira (1958, revisada em 1996), Guilherme de Almeida (1965), Domingos Paschoal Cegalla (1970), Fernando Melro (1983) e Donaldo Schüler (1999).

Referências

Mark Griffith, Sophocles Antigone, Cambridge, Cambridge University Press, 1989. Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Aesthetics: Lectures on Fine Art, 2 v., trad. B. Knox, Oxford, Oxford University Press, 1998.

Leitura complementar brpt

Domingos Paschoal Cegalla, Sófocles. Antígona, Rio de Janeiro, DIFEL, 2001. Donaldo Schüler, Sófocles. Antígona, Porto Alegre, L&PM, 1999. Guilherme de Almeida, 'Antígone', in _________ & T. Vieira, Três Tragédias Gregas, São Paulo, Perspectiva, 1997, p. 15-130. Maria Helena Rocha Pereira, Sófocles. Antígona, Brasília, Ed. UnB, 1997.

Créditos das ilustrações

i1082Antígona diante do cadáver de Polinices → Ver comentários.

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Imprenta

Artigo nº 0434
iniciado em 30/03/2002.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Sófocles / Antígona. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0434. Consulta: 23/04/2017.
 
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