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Teseu
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Teseu - II
ssa famosa lenda reflete, provavelmente, a antiga tradição de que os minóicos teriam dominado as cidades da Grécia Continental durante algum tempo.

Minos, Pasífae e o touro

Minos, filho de Zeus e Europa, reinava na ilha de Creta graças a Posídon, que fizera sair do mar um touro belíssimo, prova inconteste do favor divino. Minos prometera sacrificá-lo a Posídon, mas ficou tão encantado com o animal que decidiu conservá-lo em seu rebanho. O deus, furioso com a desfeita, vingou-se enlouquecendo o touro e fazendo-o fugir, causando grandes estragos em toda a ilha.

Além disso, Posídon inspirou em Pasífae, esposa de Minos, uma avassaladora paixão pelo animal. Pasífae era filha de Hélio e, segundo outra versão, essa paixão monstruosa foi uma vingança de Afrodite contra o deus-sol, que expusera os amores dela com Ares. Transtornada de desejo, Pasífae convenceu o engenhoso Dédalo, ateniense exilado em Creta, a construir uma vaca oca de madeira, dentro da qual a rainha se escondeu. O modelo era tão perfeito e tão belo, que enganou o touro, e assim Pasífae conseguiu unir-se a ele.

Algum tempo depois, o touro foi finalmente dominado por Héracles e retirado da ilha. Logo Pasífae deu à luz uma criança com corpo de homem e cabeça de touro, o Minotauro, de extrema ferocidade e que se alimentava de carne humana. Minos, aterrado e envergonhado, mandou construir um intrincado labirinto, do qual ninguém conseguia sair, e prendeu o Minotauro dentro dele.

Teseu e o Minotauro

Andrógeo, um dos filhos de Minos e Pasífae, era um atleta notável e, quando Egeu reinava em Atenas, venceu todas as modalidades de um concurso atlético promovido pelos atenienses. Foi morto traiçoeiramente, pouco depois, pelos invejosos rivais ou, segundo outra versão, morreu tentando vencer o touro que assolava Maratona, em resposta a um desafio de Egeu.

De qualquer forma, Minos declarou guerra a Atenas, venceu e fixou o seguinte tributo: a cada três anos (ou todos os anos, ou ainda a cada nove anos), os atenienses teriam de mandar a Creta sete rapazes e sete moças, que seriam oferecidos ao Minotauro. Se o Minotauro morresse, o tributo cessaria.

Pouco depois da vinda de Teseu a Atenas, chegou a época da terceira remessa de jovens, e Teseu fez questão de ser um deles: queria vencer o monstro e livrar a cidade. Egeu concordou, a contragosto, e combinou um sinal com o filho: se tudo corresse bem, o navio retornaria com velas brancas; caso contrário, com velas negras.

Quando os rapazes e moças desembarcaram em Creta, Ariadne, filha de Minos e Pasífae, apaixonou-se por Teseu e resolveu ajudá-lo: deu-lhe um rolo de fio para marcar o trajeto dentro do labirinto e, assim, sair sem problemas. Teseu enfrentou então o Minotauro, venceu-o e, após sabotar os navios cretenses para evitar qualquer perseguição, voltou a Atenas com os companheiros e Ariadne.

No retorno, porém, Teseu não foi tão feliz. Durante uma parada na ilha de Naxos, Ariadne desapareceu ou, segundo outra versão, foi abandonada por Teseu; logo depois, o deus Dioniso recolheu-a e fez dela sua esposa.

O herói esqueceu-se, também, do que combinara com o pai, e não colocou velas brancas no navio. Em Atenas, Egeu aguardava o retorno de Teseu; vendo que o navio se aproximava com velas negras, pensou que havia perdido o único filho e lançou-se ao mar, do alto da acrópole. É em sua homenagem que o Mar Egeu tem esse nome.

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Data da consulta: 14.05.2008
 
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