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Erecteu e os últimos reis atenienses

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Oritia, Bóreas e Erecteu

Um dos filhos de Pandíon I, Butes (gr. Βούτης), se tornou sacerdote de Posídon e Atena. O outro, Erecteu (gr. Ἐρεχθεύς), herdou o trono após a morte do pai e iniciou a dinastia dos Erectidas.

Depois de Erecteu, Atenas teve uma série de reis pouco expressivos. Teseu e Codro são os únicos que se destacam e, algum tempo após o reinado de Codro, a realeza ateniense deixou de existir.

A família de Erecteu

Erecteu casou-se com a náiade Praxítea, teve um filho, o segundo Cécrops, e várias filhas: Oritia, Prócris, Ctônia, Creusa e outras mais. Assim como no caso de Cécrops I, as partes mais importante de seu mito se referem a suas filhas.

Atenas estava em guerra com Eumolpo, rei de Elêusis, e o oráculo de Delfos predisse que os atenienses só venceriam Eumolpo e seus aliados trácios se Erecteu e Praxítea sacrificassem uma filha. Se o rei consentiu no sacrifício, se uma das filha se ofereceu voluntariamente ou se ela e as irmãs, chamadas de hiacíntides (Ὑακινθίδες) por Eurípides (Fr. 370) e por Demóstenes (60.27), se mataram antes da batalha decisiva (Arist. Or. 1.85-8), é um tanto confuso... Mas a tradição conta que as moças morreram e os atenienses venceram, embora seu nome varie de fonte para fonte.

Erecteu também morreu durante a luta (E. Fr. 370, Paus. 1.38.3) e o trono de Atenas foi para Cécrops II, talvez o único filho de Erecteu. Dois outros filhos, Metíon e Orneu, são no entanto mencionados em algumas fontes (Pherecyd. Fr. 146, Plu. Thes. 34, Paus. 2.25.6) mas, assim como Cécrops II, têm importância basicamente genealógica.

Há mitos associados às outras filhas de Erecteu. Oritia (gr. Ὠρείθυια) foi raptada por Bóreas, o vento norte[1]; Prócris se casou com Céfalo e teve algumas aventuras; Creusa (gr. Κρέουσα) se casou com Xuto, filho de Hélen, e teve um filho, Íon, com o marido (Eh. Fr. 10) ou com Apolo (E. Ion 9-19); e Ctônia (gr. Χθωνία) se casou com seu tio Butes.

Íon (gr. Ἴων) se tornou, posteriormente, ancestral dos povos jônios (Hdt. 7.94) que povoaram a Ática, algumas das Cíclades e partes da costa da Ásia Menor.

Após Erecteu, o trono passou a Cécrops II e depois para o filho dele, Pandíon II. Em versões tardias (Apollod 3.15.5, Paus. 1.5.3), um dos irmãos de Pandíon II, Metíon, conseguiu reinar durante algum tempo e seu sobrinho, Pandíon II, teve que se refugiar em Mégara e se casou com Pilia, filha do rei. Pilia lhe deu quatro filhos, com quem Pandíon II dividiu o território (S. Fr. 24): Egeu, a quem coube Atenas, Lico, Niso e Palas.

Niso se tornou rei de Mégara e morreu quando Minos, rei de Creta, atacou a Ática para vingar a morte do filho[2]. O rei tinha um fio de cabelo púrpura e, segundo um oráculo, morreria se fosse arrancado; então Cila, filha de Niso, se apaixonou por Minos e puxou o fio fatal para favorecê-lo (A. Ch. 612-30). Minos venceu a guerra, mas afogou Cila para puní-la pelo sacrilégio (Paus. 1.19.4 e 2.34.7).

Nessa época Egeu já era rei de Atenas, depois de algumas desavenças com seus irmãos Lico (Hdt. 1.173) e Palas. Teseu, filho de Egeu, reinou depois do pai, mas no final da vida foi exilado e Menesteu, neto de Metíon, se tornou rei. Menesteu conduziu os contingentes atenienses a Troia, embora os filhos de Teseu tenham participado da expedição; dele o trono passou para Demofonte, um dos filhos de Teseu.

Os últimos reis

Não há mitos significativos associados aos sucessores de Demofonte, seu filho Oxintes e seus netos Afeidas e Timoetes. Melanto, natural da Messênia e descendente de Neleu[3], destronou Timoetes, o último dos Erectidas, e iniciou a dinastia dos Melântidas.

Codro (gr. Κόδρος), filho e sucessor de Melanto, também se sacrificou por Atenas (Lycurg. 1.86-7; Aristid. Or. 1.87-8). Durante o retorno dos heraclidas, equivalente mítico da vinda dos dórios à Grécia, o oráculo de Delfos profetizou que os invasores venceriam, desde que não matassem o rei de Atenas. Codro então se disfarçou, saiu e provocou uma briga com os soldados inimigos, morrendo durante a refrega. Quando se deram conta da identidade do morto, os heraclidas / dórios desistiram e se retiraram.

Aparentemente, Codro foi o último rei de Atenas.

Fontes antigas

Erecteu é usualmente mostrado em cenas de vasos que representam o rapto de Oritia, como um homem barbado com cetro, às vezes como um velho entristecido.

Variantes principais

Para Castor (Fr. 4), Cécrops II era irmão de Erecteu, e não seu filho.

Segundo Aristóteles (Ath. 3), o cargo de arconte teria sido criado no reinado de Médon ou no de Acasto, descendentes de Codro, que teriam desistido de seus poderes em favor dos arcontes. Segundo Pausânias (7.2.1), Médon foi o primeiro arconte de Atenas, e não um dos últimos reis. E para Plutarco (Thes. 25), foi Teseu quem cedeu o poder monárquico ao povo.

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Fontes, representações, culto, influência

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Notas

  1. Ver a sinopse sobre os mitos de Bóreas e Zéfiro.
  2. Ver a sinopse sobre Egeu e Etra.
  3. Neleu era irmão de Pélias, rei de Iolco, e se tornou rei de Pilos, na Messênia. Seu filho Nestor participou da Guerra de Troia.

Referências

Nicolaos Papachatzis, The Cult of Erechtheus and Athena on the Acropolis of Athens, Kernos, v. 2, 1989, p. 175-85.

Créditos das ilustrações

i1219Oritia, Bóreas e Erecteu → Ver comentários.

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Artigo nº 1111
iniciado em 12/10/2018.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Erecteu e os últimos reis atenienses. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=1111. Consulta: 24/11/2017.
 
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