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Atlas e Prometeu

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Cálice laconiano de figuras negras atribuído ao Pintor de Arcesilau

 
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Atlas e Prometeu / imagem principal
 
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Detalhe
AcervoCidade do Vaticano, Museus VaticanosImagemMichael OlteanuFonteChristus RexLicençaAutorizada - só no PortalIluminura0095
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Na parte esquerda da cena, Atlas sustenta o mundo nas costas; na da direita, a águia de Zeus bica o peito de Prometeu, que está amarrado a uma coluna. A serpente assinala a conexão entre os dois personagens e Gaia, a terra-mãe.

Assim como em outras representações, a serpente é mostrada em movimento, convencionalmente indicado pela sinuosidade de seu corpo. Os detalhes da cabeça e o habitual brilho do corpo foram indicados através de delicadas incisões (Fig. 0095a).

A serpente é um símbolo ctônico (= da terra), do rejuvenescimento, da renovação e também da Medicina, já que o deus Asclépio deve ter sido, na origem, uma divindade ctônica da cura. Pausânias (fl. sæc. II), por exemplo, relata que tanto Erictônio, um dos primeiros reis atenienses, como os gigantes, todos eles nascidos de Gaia, tinham a metade inferior do corpo em forma de serpente, e que o próprio Asclépio assumia frequentemente essa forma em seus santuários.

Observe a forma do corpo de dois filhos de Gaia e o bastão de Asclépio em Imagines alterae.