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Atlas e Prometeu

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Cálice laconiano de figuras negras. Cerveteri

Atribuição: Pintor de Arcesilau

AcervoCidade do Vaticano, Museus VaticanosInventário16592Imagemdaderot, 06/04/2019Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0095

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Na parte esquerda da cena, Atlas sustenta o céu nas costas; na da direita, a águia de Zeus bica o peito de Prometeu, amarrado a uma coluna. A serpente, na extrema esquerda, assinala a conexão entre os dois personagens e Gaia, a terra-mãe.

Assim como em outras representações, a serpente é mostrada em movimento, convencionalmente indicado pela sinuosidade de seu corpo. Para os detalhes da cabeça e do corpo, o autor fez delicadas incisões.

Essa é a mais antiga representação da punição de Atlas, talvez inspirada na Teogonia de Hesíodo.

A serpente é um símbolo ctônico (= da terra), do rejuvenescimento, da renovação e também da Medicina, já que o deus Asclépio deve ter sido, na origem, uma divindade ctônica da cura. Pausânias, por exemplo, relata que tanto Erictônio, um dos primeiros reis atenienses, como os gigantes, todos eles nascidos de Gaia, tinham a metade inferior do corpo em forma de serpente, e que o próprio Asclépio frequentemente assumia essa forma em seus santuários.