 | |
Introdução
Roma, assim como os reinos helenísticos, seus antecessores, foi subjugada pelo peso
da cultura helênica, e poucos eram os intelectuais romanos que não dominavam o grego e
não conheciam as grandes obras da literatura grega. A própria literatura latina, pelo
menos nos dois séculos que antecederam a Era Cristã, fundamentou-se na
imitação dos gêneros literários gregos. Os romanos, além disso, se tornaram os maiores
difusores da antiga cultura grega e, graças a eles, um número significativo de textos
gregos chegou até nós.
O Período Helenístico havia sido uma época de grandes inovações; o
Período Greco-romano, no entanto, se caracterizou frequentemente pela simples
imitação literária e pelas tentativas — em geral não muito bem sucedidas —
de resgatar a tradição grega do Período Clássico.
A retórica, dos gêneros literários mais antigos, foi a única que teve alguma
expressão. Por outro lado o romance, a biografia e a sátira, gêneros desenvolvidos nessa
época, são literariamente importantes até hoje. A partir do século I, os cristãos mais
instruídos (na cultura helênica, naturalmente), começaram a difundir, além dos evangelhos
do Novo Testamento, epístolas, apologias e comentários das escrituras entre os cristãos e
os pagãos (não-cristãos).
Note-se finalmente que, dentre os escritores de língua grega dessa época,
pouquíssimos haviam nascido em solo grego. Até mesmo os autores cristãos, que combatiam
ferozmente o paganismo helênico, escreveram em grego...
ReferênciasConsulte a bibliografia geral da área. RIBEIRO JR., W.A. A literatura greco-romana. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em www.greciantiga.org/arquivo.asp?num=0195. Consulta: 07/09/2010. |