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Formato e tamanho dos vasos gregos

Seção: arte grega1120 palavras
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iiniPreparativos para o casamento

O formato dos vasos gregos, particularmente os decorados, teve grande variação ao longo da história.

De forma geral, a praticidade do uso ditava tanto o formato quanto o tamanho. Os vasos eram utilizados, na maioria das vezes, para

  1. armazenar vinho, azeite, cereais e outros produtos —
    e.g. o pito e a ânfora;
  2. misturar, servir e beber vinho e/ou água —
    e.g. a cratera, a enócoa e o cálice;
  3. isepultura com vasos
  4. guardar óleo para higiene pessoal —
    e.g. o alabastro, o aríbalo;
  5. rituais —
    e.g. o ríton;
  6. adornar sepulturas —
    e.g. o lécito.

Segue uma pequena lista, em ordem alfabética, dos vasos mais comuns entre -750 e -323, baseada em Walters (1905, v. 1, p. 131-201) e Boardman (1991, p. 184-92).

Alguns nomes ainda não dicionarizados se baseiam em recomendações do projeto “A nomenclatura dos vasos gregos em português”, coordenado por Haiganuch Sarian (MAE-USP), em andamento. Nomes entre aspas “” são meras proposições; uns poucos foram simplesmente transcritos.

[Ilum. 1415] Alabastro (gr. ἀλάβαστρον). Pequeno vaso cilíndrico, sem base, de boca estreita e bordas largas, às vezes com pequenas alças para passar fios. Utilizado para a guarda de óleos, essências e cosméticos.

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ânforas

[Ilum. 0218] Ânfora (gr. ἀμφορεύς ). Própria para armazenagem, de corpo alongado, forma variável, duas alças opostas e colo mais estreito do que o corpo. Havia vários tipos (panatenaica, de Nola, apuliana, etc.); a ânfora de uso comercial usualmente era alongada e não decorada, grande e sem pé; a de uso doméstico era menor, bojuda, com pé e cuidadosamente decorada.

[Ilum. 0112]
[Ilum. 0517]
Aríbalo (gr. ἀρύβαλλος). Corpo usualmente globular, colo estreito e alça pequena; de resto, semelhante ao alabastro. Também utilizado para guardar óleos e essências, notadamente pelos atletas.

[Ilum. 1274]
[Ilum. 1384]
[Ilum. 0046]
Cálice (gr. κύλιξ). Taça para vinho de tamanho variável, larga e rasa, com pé relativamente alto e duas alças. Há diversas variações, e.g. o cálice-cratera, de corpo alto e cilíndrico com alças na parte mais baixa.

[Ilum. 0080] “Calpe” (gr. κάλπις). Espécie de hídria menor e mais arredondada, com a alça posterior de tamanho reduzido; algumas eram ligeiramente alongadas.

[Ilum. 1300]
[Ilum. 1414]
[Ilum. 0013]
Cântaro (gr. κάνθαρος). Taça para vinho de formato variável, com suporte alto e, em exemplares mais recentes, uma ou duas alças amplas que atingem a base do vaso. Dioniso é, com frequência, representado com um cântaro na mão.

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alabastro
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aríbalo
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cálice
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calpe

[Ilum. 1411b] Cíato (gr. κύαθος). Caneca ou xícara larga e alta, com alça grande, alongada e elevada, via de regra maior do que o corpo. Usado para beber ou para retirar vinho de outro recipiente, como a moderna concha.

[Ilum. 1313] Cótila (gr. (κοτύλη). Caneca ou xícara funda, com duas pequenas alças, usada para beber ou para retirar vinho. Servia também de medida, equivalente a 250-300 ml.

[Ilum. 1203]
[Ilum. 0901]
[Ilum. 1173]
[Ilum. 0281]
Cratera (gr. κρατήρ). Recipiente para misturar água e vinho antes de beber. De tamanho, era menor do que o pito e maior do que a hídria, de boca mais larga e de alças menores. Diversas variedades comuns, quase sempre apoiadas em uma superfície: a cratera-sino, um pouco mais fina em cima e mais bojuda embaixo, a cratera com colunas e a cratera com volutas, ambas com alças estilizadas, e o cálice-cratera.

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cântaro
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cíato
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cótila
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cálice-cratera

[Ilum. 0314] Dino (gr. δῖνος). Recipiente para vinho, sem alças e sem pé, esférico e afilado na parte inferior, provavelmente conservado em suportes.

[Ilum. 1323]
[Ilum. 0474]
Enócoa (gr. (οἰνοχόη). Jarro para verter o vinho em outros recipientes (e.g. cálices), com forma usualmente arrendonda, alça longa e bico em forma de trevo. Uma variedade de enócoa, a olpa (gr. ὄλπη), tinha corpo mais alongado e alça bem alta.

[Ilum. 0575] Esquifo (gr. (σκύφος). Tigela ou caneca para tomar leite, semelhante à cótila, mas de pé mais alto e alças mais baixas, inclinadas para cima.

[Ilum. 1060] Estano (gr. στάμνος). Jarro bojudo e de colo estreito, muitas vezes com tampa; espécie de ânfora pequena com alças também pequenas. Próprio para guardar vinho e outros líquidos antes de serem bebidos ou usados .

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dino
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enócoa
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esquifo
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estano

[Ilum. 1412]
[Ilum. 0447]
[Ilum. 0564]
Fíala (gr. φιάλη). Vaso em forma de disco, semelhante a um prato fundo. Algumas tinham uma proeminência circular no centro da parte interna, o (μεσ)ὄμφαλος, com indentação correspondente na parte externa; outras tinham um pequeno pé. Usado para libações.

[Ilum. 1369] Hídria (gr. ὑδρία). Grande, formato variável, utilizada quase exclusivamente para levar água. Com três alças. Uma delas, a maior, ficava na parte posterior, na altura do colo, e servia para carregar o recipiente vazio; as duas outras eram menores, simétricas e situadas nas laterais.

[Ilum. 0752]
[Ilum. 0648]
Lécito (gr. λήκυθος). Vaso de corpo usualmente cilíndrico ou cilindróide com pé, colo alongado, alça única e boca relativamente estreita, com bordas grossas. Utilizado primariamente para guardar óleo e, com frequência, para marcar / enfeitar túmulos.

[Ilum. 0657] Pélica (gr. πελίκη). Espécie de ânfora, mas de tamanho menor; corpo acentuadamente bojudo, sem afilamento antes do pé.

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fíala
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hídria
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lécito
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pélica

[Ilum. 0582]
[Ilum. 0354]
“Pínax” (gr. πίναξ). Simples prato, às vezes com pequeno afundamento no centro, próprio para comer peixe. O mesmo nome é usado também para tabletes e placas quadradas, de finalidade votiva.

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pito micênico

[Ilum. 0078] Pito (gr. πίθος). Espécie de tonel de boca larga muito grande usado para a guarda de mel, vinho ou figos; em geral ficava meio enterrado no chão e muitas vezes atingia a altura de um homem. Mencionado por Hesíodo (Trabalhos e dias 98), era o formato preferido por Euristeu para se esconder de Héracles.

[Ilum. 1278] Píxide (gr. πυξίς). Caixa cilíndrica com tampa, “exclusivamente para uso feminino” (Walters 1905, v. 1, p. 198). Aparentemente, a versão grega da caixa de joias e cosméticos...

[Ilum. 0525] Psyktḗr (gr. ψυκτήρ). Aparentado à cratera, a parte baixa do corpo era mais fina e reta do que o resto e as alças, pequenas; as paredes eram duplas. Água fria ou neve era introduzida por uma abertura que dava acesso ao espaço entre as paredes.

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“pínax”
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píxide
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psyktḗr
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ríton

[Ilum. 0939] Ríton (gr. ῥυτόν). Vaso com orifício na parte inferior, próprio para derramar o conteúdo em libações rituais; usualmente em forma de cabeça de animal. A forma da parte de cima do corpo e da alça variavam muito.

N.b. A Fig. 0256 (esquifo) é de Ladislav Luppa, 2019, Wikimedia Commons CC BY-SA-40-IN. Os outros esboços (Fig. 246-65) são de Walters (1905, p. 152-201), domínio público.