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As formas da cerâmica

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Cena de vaso grego, “desenrolada” por fotografia

De todas as formas de Arte, a cerâmica pintada foi a que mais resistiu à ação do tempo: restam-nos numerosos exemplos, associados de todos os estilos e períodos artísticos.

Mais de 100.000 vasos gregos, se levarmos em conta somente aqueles criados nos Períodos Arcaico e Clássico, foram recuperados pelos arqueólogos nos últimos três séculos. De longe, são os artefatos mais frequentemente encontrados em escavações arqueológicas e seu estudo revelou-se incomparável fonte de informações sobre a cultura grega.

Os gregos começaram bem cedo a decorar os vasos com figuras e cenas narrativas, retratando o dia a dia e episódios de sua rica tradição mítica. O apogeu da pintura dos vasos pode ser situado no século -VI e nas primeiras décadas do século -V, época dos vasos de “figuras negras” e de “figuras vermelhas”, dos quais os museus contêm numerosos exemplos.

Cena de embarque

Inicialmente, somente os vasos utilizados como oferendas fúnebres eram pintados. Com o tempo, vasos de utilidade diária passaram a ser também cuidadosamente decorados em quase toda a superfície com motivos geométricos, figuras de animais, cenas mitológicas e cenas do dia a dia.

As elaboradas cenas narrativas distinguem, aliás, a decoração dos vasos gregos dos vasos produzidos pelas demais civilizações antigas.

Alguns decoradores de vasos puderam ser identificados, e.g. Exéquias (fl. -545/-530), Onésimo (fl. -510/-480) e Douris (fl. -500/-460). Outros são conhecidos apenas por apelidos mais ou menos sugestivos[1], e.g. Pintor de Cleofrades (fl. -510/-470), Pintor de Aquiles (-470/-425) e Pintor de Berlim (fl. -500/-460).

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