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 As formas cerâmicas
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De todas as formas de Arte, a cerâmica pintada foi a que mais resistiu à ação do tempo. Restam-nos numerosos exemplos de todos os estilos e períodos artísticos.

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Cena de vaso ático de figuras vermelhas, -470/-460. © Ekdotike Athenon S.A.

Inicialmente, somente os vasos utilizados como oferendas fúnebres eram pintados. Com o tempo os vasos de utilidade diária passaram a ser também cuidadosamente decorados em quase toda a superfície com motivos geométricos, figuras de animais, cenas mitológicas e cenas do dia-a-dia. As elaboradas cenas narrativas, aliás, distinguem a decoração dos vasos gregos em relação aos vasos produzidos pelas demais civilizações antigas.

A forma e o tipo de vaso teve grande variação ao longo da História Grega, e de modo geral pode-se dizer que o uso ditava a forma. Os tipos mais importantes durante as épocas arcaica e clássica, o apogeu da cerâmica grega, estão esquematizados na Fig. 0023.

A ânfora e a hídria eram recipientes de armazenagem (vinho, azeite, cereais); a cratera, a enócoa, o cálice (gr. κύλιξ) e o skýphos (gr. σκύφος), uma espécie de canecão, eram utilizados em refeições festivas; o lécito, o alabastro e o aríbalo guardavam azeite ou perfume para higiene pessoal; o lutróforo era usado somente em certos rituais das cerimônias de casamento.

A confecção dos vasos seguia em geral o seguinte procedimento: primeiro, a argila era preparada e o pote moldado, em partes separadas, em uma roda simples de oleiro, posta a girar pelo próprio ceramista ou um ajudante. Depois de secar algum tempo ao ar livre e serem novamente levadas à roda, para dar a forma final, as peças eram unidas com argila líquida, as alças eram colocadas e as superfícies alisadas. Depois disso vinha a pintura, efetuada com diversas técnicas e, finalmente, o vaso era levado ao fogo.

O apogeu da pintura dos vasos pode ser situado no século -VI e nas primeiras décadas do século -V, época dos vasos de "figuras negras" e de "figuras vermelhas", dos quais os museus contêm numerosos exemplos. Diversos artistas puderam ser identificados; outros são conhecidos apenas por apelidos mais ou menos sugestivos, em geral começando com a expressão "Pintor de" e mais o nome da cidade, do ceramista, de um vaso ou de uma cena famosa.

Eis uma pequena lista dos mais importantes: Pintor de Amásis (séc. -VI); Exéquias (c. -550/-530); Epicteto (c. -520/-500); Eufrônio (c. -515/-480); Onésimo (c. -505/-485); Pintores de Berlim, de Brigos e de Cleofrades (c. -500/-480); Douris (c. -500/-470); Pintor de (c. -480/-450); Pintor dos Nióbidas (c. -465/-450); Pintor de Pentesiléia (c. -465/-445); Pintor de Erétria (c. -430/-420); e o Pintor de Midias (c. -420/-400).

Referências

Consulte a bibliografia geral da área.

Monografia nº 0053. Criação: 16/04/1998.
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