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A cerâmica protoarcaica

 
Luta de animais

A decoração dos vasos arcaicos evoluiu de acordo com os seguintes estilos: o geométrico recente, os diversos estilos orientalizantes, o de figuras negras e o de figuras vermelhas. Os dois primeiros, característicos das primeiras décadas do Período Arcaico, podem ser chamados de protoarcaicos.

O geométrico recente

Entre -760 e -700, aproximadamente, figuras esquemáticas de homens e animais começaram a ocupar espaço cada vez maior na superfície dos vasos de estilo geométrico. As imagens eram esquemáticas, altamente estilizadas e pintadas somente em duas dimensões; pouco antes de -700, os tradicionais ornamentos geométricos se tornaram quase totalmente secundários.

No início, as figuras eram desenhadas em padrões repetitivos, como qualquer outro elemento decorativo; mais adiante, começaram a constituir uma verdadeira narrativa. As cenas fúnebres, as danças, os desfiles de guerreiros e de carruagens são particularmente impressionantes; algumas delas parecem já representar episódios míticos.

Em Atenas, que esteve aparentemente na vanguarda dessas inovações, é possível reconhecer o estilo de algumas oficinas de cerâmica e de alguns pintores, embora não se saiba o nome de nenhum. As oficinas de Argos, de Creta e de outras regiões da Grécia logo acompanharam as novidades.

Estilos orientalizantes
Os efeitos mais óbvios do viés Orientalizante são observados na cerâmica pintada.

Os ceramistas gregos começaram, a partir de -720, a utilizar motivos decorativos inspirados na arte oriental (esfinges, grifos, leões), altamente estilizados. Corinto assumiu a dianteira da nova moda, e os ceramistas e pintores coríntios inventaram uma nova técnica, a de figuras negras, em que as figuras eram pintadas em negro, sobre fundo claro. Os detalhes eram delineados por meio de finas e delicadas incisões que evidenciavam a cor clara do fundo; alguns toques de branco e vermelho completavam a imagem.

As figuras, em geral de tamanho reduzido, eram mostradas ainda em posição frontal ou de perfil; mas o aspecto ficou mais realista, graças à maior riqueza de detalhes obtida com a nova técnica. Novos ornamentos florais, diferentes dos antigos estilos micênicos, complementavam a decoração. Cenas narrativas com figuras humanas coloridas, como as do famoso vaso Chigi, eram raras ao longo do primeiro século e meio de existência da técnica.

Nos vasos mais antigos, chamados de protocoríntios pelos arqueólogos (-725/-625), predominavam animais, monstros mitológicos e motivos florais; nos vasos do estilo coríntio pleno (-625/-550), as figuras se tornaram maiores, o desenho ficou um pouco mais descuidado e a decoração preenchia toda a superfície do vaso, dividida em frisos.

Os vasos protocoríntios e coríntios desfrutaram de enorme popularidade e se espalharam por todo o mundo grego. Em outras póleis surgiram estilos locais de pintura, não desprovidos de valor, porém de importância apenas regional: o estilo protoático (Atenas), o de campo livre (Chipre), o da cabra selvagem (ilhas do Egeu), etc.

Créditos das ilustrações

i0854Luta de animais → Ver comentários.

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Artigo nº 0381
publicado em 13/05/2001. Atualização: 14/11/2004.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. A cerâmica protoarcaica. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0381. Consulta: 27/04/2017.
 
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