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LITTERAE
Poetas mélicos
altera
NOMINES
Άλκαῖος
Alcaeus Lyricus

Σαπφώ
Sappho Lyrica

Άνακρέων
Anacreon Lyricus
SIGLA CLASSICA
[Alc.]
[Sapph.]
[Anacr.]
 
Poetas mélicos
s principais compositores de canções ou odes ligeiras foram os poetas Alceu de Mitilene, Safo de Lesbos e Anacreonte de Teos.

Alceu

Alceu (gr. Άλκαῖος), que tinha origem aristocrática, nasceu por volta de -630/-620 em Lesbos, na cidade de Mitilene, e viveu provavelmente até pouco depois de -580. Constantemente envolvido nas freqüentes disputas políticas da ilha, foi várias vezes exilado por esse motivo. Inicialmente aliado do tirano Pítaco, mais tarde se tornou seu inimigo.

Compôs, além de hinos religiosos e poemas de fundo político, canções de grande vivacidade e alegria de viver.

Safo de Lesbos
Ἐννέα τὰς Μούσας φασίν τινες̣ ὡς ὀλιγώρως·
ἡνίδε καὶ Σαπφὼ Λεσβόθεν ἡ δεκάτη.
Nove são as musas, dizem alguns; que descuido!
Ora, Safo de Lesbos é a décima.
[Platão], A.P. 9.506

De origem aristocrática, Safo (gr. Σαπφώ) nasceu provavelmente na ilha de Lesbos por volta de -630 e viveu grande parte de sua vida em Mitilene. Esteve também na Sicília em -604/-596, exilada por razões políticas ou simplesmente por ter se casado.

Foi casada, portanto, e teve uma filha; ao retornar a Lesbos parece ter se envolvido com outras mulheres no culto a Afrodite. Mas não se comprovou, de modo algum, o famoso romance com o poeta Alceu, nem as comentadíssimas relações homossexuais com as companheiras do culto. Essa fama, no entanto, atravessou os séculos e se cristalizou na palavra lesbianismo. Segundo outra tradição altamente suspeita, Safo matou-se pulando do alto do Cabo Lêucade, ao se ver rejeitada por um belo jovem.

Safo compôs poemas pessoais e apaixonados em vários tipos de metro, dirigidos em geral à filha ou a suas companheiras de forma terna e amorosa. Sua poesia de conteúdo erótico foi censurada ativamente pelos copistas medievais, ligados em sua maioria à Igreja Católica. Durante toda a Antigüidade, no entanto, foi respeitada, apreciada e imitada. O epigrama acima, atribuído a Platão, ilustra bem esse fato.

Anacreonte

Anacreonte (gr. Άνακρέων) nasceu em Teos, na Ásia Menor, por volta de -575; morreu mais ou menos em -490. Esteve em vários lugares; sabe-se que viveu algum tempo em Abdera (c. -540), em Samos, na corte de Polícrates (c. -532), e também em Atenas, junto ao tirano Hiparcos (c. -522).

Popular e solicitado, suas canções eram simples, agradáveis e espirituosas. O estilo, posteriormente conhecido por anacreôntico, foi muito imitado em várias composições ao longo da Antigüidade e do Período Bizantino. Estienne chegou a publicar, no século XVI, uma extensa coleção de odes "anacreônticas" como obras do próprio Anacreonte...

Fragmentos mélicos

Como no caso dos poetas elegíacos e iâmbicos, os fragmentos mais importantes provêm das citações de escritores posteriores e de numerosos papiros dos museus de Londres, Berlim e Paris.

A coletânea moderna básica é a de Bergk (1882). Outras: Edmonds (1932), Reinach-Puech (1937), Lobel & Page (1955), Adrados (1956), West (1972) e Page (suppl., 1974). Aqui, foram utilizadas somente coletâneas secundárias.

Somente fragmentos e trechos selecionados dos poetas mélicos foram vertidos, até agora, para o português. Alceu foi traduzido por Almeida Garret (1845); Safo, por António José Viale (1868), Fontes (1991) e Gonçalves (1995). Anacreonte (e as "odes anacreônticas") é o mais traduzido, e traduzido há mais tempo; citem-se, entre outros, textos de António Ferreira (1598), Francisco Manuel S. Malhão (1804), António Teixeira de Magalhães (1819) e António Feliciano de Castilho (1866). Diversos trechos dos três poetas foram traduzidos por Malhadas e Moura Neves (1976) e por Rocha Pereira (1998).

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  1. Fragmentos de Alceu
  2. Fragmentos de Safo
  3. Fragmentos de Anacreonte

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livros recomendados
  • ANTUNES, A.A. Safo: tudo que restou. Além Paraíba (MG): Interior, 1987.
  • COUSIN, A. Odes de Anacreonte. Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti, 1948.
  • FONTES, J.B. Eros, Tecelão de Mitos / A Poesia de Safo de Lesbos. São Paulo: Estação Liberdade, 1991.
  • MALHADAS, D. & MOURA NEVES, M.H. Antologia dos Poetas Gregos de Homero a Píndaro - Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
  • SAFO DE LESBOS. Trad. P. Alvim. São Paulo: Ars Poetica, 1992.
 
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Data da consulta: 13.05.2008
 
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