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Introdução
Epigrama (gr. ἐπίγραμμα)
significa "inscrição". Na origem, o epigrama era uma inscrição gravada em
oferendas votivas e, posteriomente, nos epitáfios das lápides (ver Fig. 0147); logo, porém,
tornou-se um gênero literário independente. Os primeiros
epigramas datam do início do Período Arcaico, mas o gênero
popularizou-se bem mais tarde, durante os períodos Helenístico
e Greco-romano.
"Conciso, sentencioso, elegante" (Paes, 1995), o epigrama era
habitualmente composto de dois ou mais versos em dísticos elegíacos, metro muito utilizado nas
odes corais antigas e nas elegias. Os epigramas mais antigos, porém,
anteriores a -500, eram constituídos de versos hexâmetros.
Período Arcaico
O epigrama "literário" deu seus primeiros passos no Período Arcaico, com
os anônimos autores de inscrições votivas em monumentos, epitáfios e
objetos. Os mais antigos datam de -720, aproximadamente, e um
deles está inscrito na célebre "taça de Nestor". Na Fig. 0590, há um exemplo do final do Período
Arcaico.
Simônides de Ceos, que viveu entre -556 e -468,
é o mais antigo poeta a quem foram atribuídos alguns epigramas (o primeiro
epigrama "assinado" pelo autor data de -350).
Período Clássico
Durante o Período Clássico ocorreu uma espécie de "dormência" e somente
alguns exemplos de importância literária menor chegaram até nós, e os
epigramas continuaram a ser registrados em monumentos e marcos fúnebres
(Fig. 0147). Note-se que
grande parte dos epigramas "literários", associados a autores famosos como
Platão e Eurípides são, na realidade, criações bem mais tardias, do Período
Helenístico ou Greco-Romano, e obra de imitadores.
Alguns poucos, como por exemplo um epigrama atribuído a Aristóteles
(AP 3.48) por Diógenes Laércio (5.6 e 11),
podem ter sido realmente criados pelo autor a quem foram atribuídos. Para
fins práticos, pode-se dizer que todos os epigramas anteriores
a -400 são anônimos.
Fontes
Quase todos os epigramas de valor literário que conhecemos foram reunidos
na Antologia Palatina pelos eruditos bizantinos; os epigramas arcaicos e
clássicos que foram gravados em inscrições estão reunidos nas edições de
Friedländer e Hoffleit (1948), Peek (1955) e Hansen (1983/1989).
Em português, até o momento, dispomos apenas de uma pequena coletânea,
traduzida por Paes (1995).
Textos recomendados  Rita Codá, Epitáfios gregos, Rio de Janeiro, HP Com. Ed., 2005. ReferênciasJ.P. Paes, Poemas da Antologia Grega ou Palatina, São Paulo, Cia. das Letras, 1995. Consulte também a bibliografia geral da área. RIBEIRO JR., W.A. O epigrama pré-helenístico. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em www.greciantiga.org/arquivo.asp?num=0115. Consulta: 07/09/2010. |