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Aristófanes / Cavaleiros

... faltam algumas partes!
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Cavaleiro passeando

A comédia Ἱππῆς, Cavaleiros, estreou nas Leneias de -424 e obteve o primeiro lugar no concurso dramático. Em segundo lugar ficou Cratino, com Sátiros, e em terceiro lugar Aristômenes, com Lenhadores; nenhuma das duas chegou integralmente até nós.

Cavaleiros é a primeira tragédia apresentada por Aristófanes em seu próprio nome.

Argumento

Dois escravos do Povo, juntamente com os Cavaleiros (coro), conspiram para derrubar o escravo Paflagônio, intendente do Povo, que governa a casa através de mentiras e bajulações. Descobrem, na ágora da cidade, um salsicheiro com mais recursos que o Paflagônio e o ajudam a conquistar as graças do Povo.

O Paflagônio é a personificação do demagogo Cleon, que na época desta comédia era o mais proeminente político populista de Atenas.

Na parábase, o poeta apresenta as razões de não ter anteriormente apresentado suas comédias em seu próprio nome e traça um verdadeiro “perfil psicológico” da audiência ateniense.

Dramatis personae
Primeiro escravo servidor de Povo Segundo escravo servidor de Povo Pafaglônio outro escravo de Povo, intendente da casa Agorácrito um salsicheiro Coro cavaleiros atenienses Povo dono da casa e dos três escravos

Personagens mudos: menino (escravo), duas cortesãs[1] (tréguas), outros escravos de Povo.

Mise en Scène

O cenário representava uma esquina do mercado (ágora), perto da casa de Povo.

A peça se passa nos primeiros anos da Guerra do Peloponeso e é uma pintura relativamente realista da política e dos políticos atenienses desses anos conturbados, especialmente os demagogos. Infelizmente, para a compreensão de muitos diálogos e de diversas cenas, é preciso conhecer os principais acontecimentos históricos com um certo detalhe.

Não é possível definir exatamente os papéis representados pelo protagonista, pelo deuteragonista e pelo tritagonista.

Resumo

[em andamento...]

Manuscritos, edições e traduções

Os manuscritos mais importantes para o estabelecimento do texto são o Ravennas 429 e Venetus Marcianus 474; há vários papiros, cada um com cerca de uma dezena de versos.

A Aldina, de 1498, é a edição princeps. Dentre as edições modernas isoladas, devem ser mencionadas as Neil (1901), Rogers (1910), Coulon (1923, 21934), Sommerstein (1981) e Mastromarco (1983). A primeira tradução completa para o português é a de Maria de Fátima Sousa e Silva (1991).

Influência e representações

A primeira reapresentação da comédia em nossa época ocorreu em janeiro de 1873 no Dulwich College, Londres.

Notas

  1. As heteras (gr. sg. ἑταίρα) eram cortesãs gregas de alto nível, usualmente educadas e sofisticadas, espécie de acompanhantes que também mantinham relações sexuais com os clientes, com quem muitas vezes desenvolviam relacionamentos estáveis. As prostitutas propriamente ditas (gr. sg. πόρνη) prestavam serviços de natureza puramente sexual, avulsos e via de regra em bordéis, mas a diferença entre esse dois tipos era, às vezes, muito fluida. Havia também prostituição masculina, mas aparentemente só do segundo tipo.
    Imagem: hetera em cálice ático de figuras vermelhas. Macron, c. -490, New York, Museu Metropolitano de Arte. Marie-Lan Nguyen (2011) CC BY 2.5.

Leitura complementar brpt

M. Fátima Sousa e Silva, Aristófanes. Os cavaleiros, Brasília, Ed. UnB, 2000.

Créditos das ilustrações

i0516Cavaleiro passeando → Ver comentários.

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Imprenta

Artigo nº 0461
iniciado em 07/01/2003. Atualização: 04/05/2014.
Licença: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Aristófanes / Cavaleiros. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=0461. Consulta: 28/06/2017.
 
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