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Aristófanes / Cavaleiros 595-610

Ar. Eq. 595-610 -424
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texto original

A passagem selecionada, um engraçado elogio ao cavalo, faz parte da parábase e é, portanto, declamado / cantado pelo coro. A tradução é de Adriane da Silva Duarte, professora de língua e literatura grega da USP, que gentilmente autorizou a reprodução de trecho de seu livro.

Um elogio ao cavalo
CORO
O que sabemos sobre nossos cavalos, queremos louvar.
E eles são dignos de elogios, pois muitas dificuldades
enfrentaram conosco, ataques e batalhas.
Mas não os admiramos tanto em terra
como quando saltavam virilmente para os barcos de carga,
tendo uns comprado taças militares, outros, alho e cebola.
Em seguida, segurando os remos como nós, mortais,
começavam a remar e diziam entre relinchos: Hipopai, quem vai remar?
Vamos pegar mais forte! O que faremos? Não vais puxar, Sânfora?

Desembarcavam em Corinto e, em seguida, os mais novos
cavavam leitos com as armas e saíam em busca de comida.
Comiam caranguejos em vez de luzerna,
caso um se arrastasse para fora da toca ou mesmo pescando-os do fundo do mar,
a ponto de Teoro afirmar que disse um caranguejo coríntio:
É de fato terrível, ó Poseidon, se nem nas profundezas,
nem em terra, nem no mar eu puder escapar aos Cavaleiros!