334
0334X

Têmis e Egeu

-440/-430

Cálice ático de figuras vermelhas. Vulci / interior

Pintor de Codro

 
0334
interior.
 
0334a
Estado atual da imagem
AcervoMuseus Estatais de Berlim, Coleção de AntiguidadesInventárioF 2538ImagemGerhard, 1846 (“Bibi Saint-Pol”, 01/05/2008)Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0334

Comentários

Um dos mais antigos oráculos gregos foi o de Têmis, situado em Pitô, nome antigo de Delfos. Segundo o mito, o oráculo foi assimilado por Apolo em tempos remoros, e durante o Período Arcaico o santuário de Delfos se tornou um dos mais importantes do mundo grego. Se isso aconteceu realmente, deve ter sido durante a Idade das Trevas e antes do século -IX.

De acordo com as inscrições do vaso, a figura feminina, sentada sobre uma trípode com uma fíale e um ramo nas mãos é a deusa Têmis (gr. ΘΕΜΙΣ); o consulente, à sua direita, é o rei Egeu (gr. ΑΙΓΕΥΣ) de Atenas, pai do herói Teseu. O mito conta que Egeu consultou o oráculo de Apolo em Delfos, antes do nascimento de Teseu, pois não conseguia ter filhos (E. Med. 665-81).

A postura de Têmis e sua associação à trípode lembra a pítia (sacerdotiza de Apolo) nos tempos do oráculo de Apolo (ver, em iluminuras relacionadas, uma versão neoclássica da pítia); pode se tratar, portanto, de um arcaísmo, ou seja, o pintor do vaso representou Têmis, divindade antiga, como a pítia de Delfos, muito mais recente.

Veja, na Fig. 0334a, foto do estado atual dessa imagem.