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Sacerdotiza de Delfos

1891

Óleo sobre tela

John Collier (1850-1934)

AcervoAdelaide, Galeria de Arte da Austrália do SulImagemGoogle Art ProjectFonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0924

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A pintura representa a pítia de Delfos em meio aos vapores que emanam do chão do templo, aguardando a vinda e a pergunta do consulente.

Pítia (ou pitonisa) era um título muito antigo e designava a sacerdotiza de Apolo que, no Oráculo de Delfos, entrava em transe para receber as profecias e respostas do deus. O nome, talvez relacionado o antigo nome de Delfos, Pitô, remonta provavelmente à época em que o oráculo era consagrado a Gaia e guardado pela serpente Píton, morta por Apolo.

No interior do santuário, a pergunta do consulente era então transmitida à pítia que, sentada sobre a trípode sagrada e com um ramo de loureiro (um dos atributos de Apolo) nas mãos, inalava os vapores de uma fenda, entrava em êxtase e transmitia a resposta de Apolo. A profecia, sempre enigmática e ambígua, era registrada pelos demais sacerdotes, interpretada por eles e entregue em versos hexâmetros.

Veja, em iluminuras relacionadas, possível representação da pítia de Delfos, embora a figura feminina tenha sido identificada com Têmis.

Etapa cultural: Pré-Rafaelita.