Græcia Antiqua
i0051
O mausoléu de Halicarnasso
-360 / -350
 
0051a
Reconstrução de Geoffrey Waywell.
 
0051b
Um dos cavalos da quadriga.
 
0051c
Um dos leões.
 
0051d
Placa 1032 da centauromaquia.
 
0051e
Estátuas colossais feminina e masculina.
 
0051f
Placa 1006 da amazonomaquia.
 
0051g
Placa 1020 da amazonomaquia.
 
0051h
Placa 1022 da amazonomaquia.
 
0051i
Placa 1015 da amazonomaquia.
 
0051j
Parte dianteira de leopardo.
 
0051k
Cabeça masculina.
 
0051l
Cavaleiro persa.
Placa 1014 do friso da amazonomaquia. Mausoléu de Halicarnasso, Bodrum, Turquia.
acervo
imagem
Marie-Lan Nguyen, 15/05/2011
licença
i0051/ CC BY 2.5

O Mausoléu de Halicarnasso (gr. Μαυσωλεῖον τῆς Ἁλικαρνασσοῦ), uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo[1], é um monumento erguido pelo sátrapa persa Mausolo, morto em -353. A construção continuou aos cuidados de Artemísia II, irmã e esposa do sátrapa, que morreu em -351, e foi terminada algum tempo depois. A palavra moderna “mausoléu” deriva justamente do nome “Mausolo”.

A Cária[2], região onde ficava Halicarnasso, era controlada pelos persas, mas os arquitetos e escultores responsáveis eram gregos. Píteo de Priene e Sátiro foram, aparentemente, os arquitetos; famosos escultores da época, como Scopas de Paros, Timóteo, Briaxis e Leocares trabalharam nas esculturas e frisos. Infelizmente, não é possível afirmar em que parte das esculturas cada um deles trabalhou.

Consta que o Mausoléu tinha quatro níveis, ocupava uma área de 60 x 80 metros com 46 metros de altura e que o terraço era cercado de 36 colunas. No topo, havia uma colossal carruagem com quatro cavalos (Fig. 0051b) e, abaixo, diferentes níveis com grupos de esculturas e frisos, nesta ordem: estátuas de leões (Fig. 0051c), friso dos gregos contra os centauros (= centauromaquia, Fig. 0051d), figuras humanas colossais (Fig. 0051e), um friso representando gregos contra amazonas (= amazonomaquia, iluminura e Fig. 0051f-i), grupos escultórios com cenas de caça ou de sacrifício (Fig. 0051j), figuras humanas um pouco maiores do que o natural (Fig. 0051k) e cenas de batalhas em tamanho natural (Fig. 0051l).

Não se pode afirmar que duas das estátuas colossais, apelidadas de “Mausolo” e “Artemísia” (Fig. 0051e), efetivamente reproduzam as feições do sátrapa e de sua esposa-irmã. A Fig. 0051a mostra uma das numerosas reconstruções do mausoléu e a possível posição dos grupos de esculturas e frisos (Waywell, 1989).

Um terremoto derrubou o monumento em 1304 e suas pedras foram usadas pelos Cavaleiros de St. Jean para construir a Fortaleza de Bodrum durante os séculos XIV-XV. Diversos fragmentos foram recuperados da fortaleza e do sítio original em meados do século XIX por Lord Stratford de Redcliffe e por Charles Thomas Newton.

notas
  1. As Sete Maravilhas do Mundo Antigo eram monumentos criados na Antiguidade que suscitavam a admiração de todos; as mais antigas referências que chegaram até nós são, aparentemente, as de Fílon de Bizâncio (-280/-220) e de Antípatro de Sidon (c. -140). Há diversas listas mas, de acordo com as tradições mais difundidas, as “sete maravilhas” eram as seguintes: as pirâmides do Egito (c. -2575/-2465); os jardins suspensos da Babilônia (sæc. -VIII/-VI); a estátua de Zeus em Olímpia (c. -430); o templo de Ártemis em Éfeso (sæc. -VII/-IV); o mausoléu de Halicarnasso (c. -353/-351); o colosso de Rodes (c. -292/-280); o farol de Alexandria (c. -280). Somente as pirâmides do Egito ainda podem ser vistas nos dias de hoje. Mais informações → Seven Wonders of the WorldAs Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
  2. A Cária (gr. Καρία) era uma região do sudoeste da Ásia Menor, perto da costa e ao sul da Lídia, onde se mesclaram gregos jônicos e dórios com os povos que lá viviam há séculos, os cários — e possivelmente também os leleges (gr. λέλεγες), se é que eram diferentes dos cários. As póleis mais conhecidas da região, que esteve sucessivamente sob o domínio dos lídios, dos persas, dos macedônios e dos romanos, eram Mileto, Halicarnasso e Cnido. Cauno (gr. Καῦνος) era uma das cidades dos cários, na fronteira com a Lícia.
    Imagem: Esboço de Wilson A. Ribeiro Jr., CC BY-NC-ND 4.0.
referências
Geoffrey Waywell, ‘Further Thoughts on the Free-Standing Sculptures from the Mausoleum’, in Tullia Linders and Pontus Hellström (ed.), Architecture and Society in Hecatomnid Caria, 1989, p. 23-30.
créditos adicionais
i0051aDesenho de Susan Bird. Foto de Carole Raddato, 05/07/2012, mod. Londres, Museu Britânico. → / CC BY-SA 2.0.
i0051bCarole Raddato, 20/02/2015. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051cCarole Raddato, 20/02/2015. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051dFonte: The British Museum/ CC BY-NC-SA 4.0.
i0051eFonte: The British Museum/ CC BY-NC-SA 4.0.
i0051gCarole Raddato, 20/02/2015. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051iCarole Raddato, 05/07/2012. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051jCarole Raddato, 05/07/2012. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051kCarole Raddato, 20/02/2015. Fonte: FlickR/ CC BY-SA 2.0.
i0051lFonte: The British Museum/ CC BY-NC-SA 4.0.
0001Esboço de Wilson A. Ribeiro Jr., 1999. Apud Hood (1969, p. 29)/ Fair use.
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Ilustração nº 0051
publicada em 29/12/2001. atualização: 13/12/2016.
Licença dos comentários: CC BY-NC-ND 4.0
Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. O mausoléu de Halicarnasso. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/img.asp?num=0051. Consulta: 23/11/2017.
 
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