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Gregos contra amazonas

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Placa 1014 do friso da amazonomaquia. Mausoléu de Halicarnasso, Bodrum, Turquia

 
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Gregos contra amazonas / imagem principal
 
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Reconstrução de Geoffrey Waywell
 
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Um dos cavalos da quadriga
 
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Um dos leões
 
0051d
Placa 1032 da centauromaquia
 
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Estátuas colossais feminina e masculina
 
0051f
Placa 1006 da amazonomaquia
 
0051g
Placa 1020 da amazonomaquia
 
0051h
Placa 1022 da amazonomaquia
 
0051i
Placa 1015 da amazonomaquia
 
0051j
Parte dianteira de leopardo
 
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Cabeça masculina
 
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Cavaleiro persa
AcervoLondres, Museu BritânicoImagemMarie-Lan Nguyen, 15/05/2011FonteWikimedia CommonsLicençaCC BY 2.5Iluminura0051
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O Mausoléu de Halicarnasso (gr. Μαυσωλεῖον τῆς Ἁλικαρνασσοῦ), uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo[1], é um monumento erguido pelo sátrapa persa Mausolo, morto em -353. A construção continuou aos cuidados de Artemísia II, irmã e esposa do sátrapa, que morreu em -351, e foi terminada algum tempo depois. A palavra moderna “mausoléu” deriva justamente do nome “Mausolo”.

A Cária[2], região onde ficava Halicarnasso, era controlada pelos persas, mas os arquitetos e escultores responsáveis eram gregos. Píteo de Priene e Sátiro foram, aparentemente, os arquitetos; famosos escultores da época, como Escopas de Paros, Timóteo, Briaxis e Leocares trabalharam nas esculturas e frisos. Infelizmente, não é possível afirmar em que parte das esculturas cada um deles trabalhou.

Consta que o Mausoléu tinha quatro níveis, ocupava uma área de 60 x 80 metros com 46 metros de altura e que o terraço era cercado de 36 colunas. No topo, havia uma colossal carruagem com quatro cavalos (Fig. 0051b) e, abaixo, diferentes níveis com grupos de esculturas e frisos, nesta ordem: estátuas de leões (Fig. 0051c), friso dos gregos contra os centauros (= centauromaquia, Fig. 0051d), figuras humanas colossais (Fig. 0051e), um friso representando gregos contra amazonas (= amazonomaquia, iluminura e Fig. 0051f-i), grupos escultórios com cenas de caça ou de sacrifício (Fig. 0051j), figuras humanas um pouco maiores do que o natural (Fig. 0051k) e cenas de batalhas em tamanho natural (Fig. 0051l).

Não se pode afirmar que duas das estátuas colossais, apelidadas de “Mausolo” e “Artemísia” (Fig. 0051e), efetivamente reproduzam as feições do sátrapa e de sua esposa-irmã. A Fig. 0051a mostra uma das numerosas reconstruções do mausoléu e a possível posição dos grupos de esculturas e frisos (Waywell, 1989).

Um terremoto derrubou o monumento em 1304 e suas pedras foram usadas pelos Cavaleiros de St. Jean para construir a Fortaleza de Bodrum durante os séculos XIV-XV. Diversos fragmentos foram recuperados da fortaleza e do sítio original em meados do século XIX por Lord Stratford de Redcliffe e por Charles Thomas Newton.

Notas
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  1. As Sete Maravilhas do Mundo Antigo eram monumentos criados na Antiguidade que suscitavam a admiração de todos; as mais antigas referências que chegaram até nós são, aparentemente, as de Fílon de Bizâncio (-280/-220) e de Antípatro de Sidon (c. -140). Há diversas listas mas, de acordo com as tradições mais difundidas, as “sete maravilhas” eram as seguintes: as pirâmides do Egito (c. -2575/-2465); os jardins suspensos da Babilônia (sæc. -VIII/-VI); a estátua de Zeus em Olímpia (c. -430); o templo de Ártemis em Éfeso (sæc. -VII/-IV); o mausoléu de Halicarnasso (c. -353/-351); o colosso de Rodes (c. -292/-280); o farol de Alexandria (c. -280). Somente as pirâmides do Egito ainda podem ser vistas nos dias de hoje. Mais informações → Seven Wonders of the WorldAs Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
  2. A Cária (gr. Καρία) era uma região do sudoeste da Ásia Menor, perto da costa e ao sul da Lídia, onde se mesclaram gregos jônicos e dórios com os povos que lá viviam há séculos, os cários — e possivelmente também os leleges (gr. λέλεγες), se é que eram diferentes dos cários. As póleis mais conhecidas da região, que esteve sucessivamente sob o domínio dos lídios, dos persas, dos macedônios e dos romanos, eram Mileto, Halicarnasso e Cnido. Cauno (gr. Καῦνος) era uma das cidades dos cários, na fronteira com a Lícia.
    Imagem: esboço do autor, CC BY-NC-ND 4.0.