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Laocoonte e seus filhos

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Cópia de mármore do original, por Atanadoro, Hagessandro e Polidoro, nascidos em Rodes

AcervoCidade do Vaticano, Museus VaticanosImagemJuanMa, 2008Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaCC BY-SA 3.0Iluminura0671

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O Grupo Laocoonte, que representa o troiano Laocoonte e seus filhos Antifante e Timbreu sufocados pela serpente marinha enviada por Apolo, tem 1,84 metros de altura e é um dos expoentes do barroco helenístico (Smith 1991, p. 108).

O Grupo era originalmente composto de seis ou sete partes, estava incompleto e foi restaurado várias vezes desde sua descoberta em 1506, no Esquilino (uma das colinas de Roma).

O mito de Laocoonte remonta aos poemas cíclicos (Destruição de Troia, arg. 1) e foi tema de uma tragédia perdida de Sófocles (Laocoonte, F 370-7). A tradição grega conta que o sacerdote e um de seus filhos foram mortos pela serpente marinha; somente Virgílio (Eneida 2.199-233) dá a versão de que ele e seus dois filhos sucumbiram.

Plínio, o Velho (HN 36.37) viu as estátuas na casa de Tito (39/81), filho do Imperador Vespasiano e futuro imperador de Roma, mas há dúvidas de que este Grupo é o original helenístico, tradicionalmente datado de c. -200. É mais provável que se trate de uma cópia ou adaptação romana, ou mesmo de uma criação de escultores de origem grega, produzida em meados do século -Inote-se que Virgílio compôs a Eneida entre -29 e -19.