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Afrodite ou Vênus Calipígea

c. 150

Cópia romana de mármore. Original do sæc. -IV/-II?
Vista frontal

 
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Afrodite ou Vênus Calipígea / imagem principal
 
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Vista frontal
 
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Vista frontolateral direita superior
 
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Versão de François Barois, “sabotada” por Thierry. Paris, Museu do Louvre, inv. MR 1999
AcervoNápoles, Museu Arqueológico NacionalInventário6020ImagemBerthold Werner, 16/05/2013Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaCC BY-SA 3.0Iluminura0807a

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A Ἀφροδίτη Καλλίπυγος (lat. Venus Callipyge), que significa literalmente ‘Afrodite de belas nádegas’, é obra romana anônima, possivelmente copiada de (ou inspirada em) original grego (de bronze?) do final do Período Clássico ou do Período Helenístico. Podemos considerá-la uma sucessora da Afrodite de Cnido (Ilum. 0456, infra), de Praxíteles, a primeira escultura a representar a deusa sem roupas, em poses descuidadas. Veja outras perpectivas nas Ilum. 807a-b.

A escultura destaca a sensualidade marcante do corpo feminino semidespido (ou semivestido). Antes do banho, a deusa levanta as vestes e expõe uma parte proeminente de sua anatomia de forma calculadamente sensual, como se estivesse apenas inspecionando os próprios atributos, que ela sabe perfeitamente o quanto valem...

O levantamento das roupas para exibição dos genitais era denominada, na Antiguidade, ἀνάσυρμα, e muitas vezes tinha fundamentação ritual, apotropaica (Ilum. 1117), e não apenas provocativa.

A estátua foi descoberta em Roma, no século XVI, sem a cabeça e um dos braços, além de outros danos mais ou menos reparados após a descoberta. Quem a deixou como está hoje, com cabeça, lado direito do peito, braço esquerdo e perna direita restaurados, foi o escultor Carlo Albacini (1734-1813), que trabalhou nela por volta de 1786.

A “versão 2” da Galateia de Gêrome (Ilum. 0307a, infra) lembra, em certa medida, a Afrodite Calipígea. Há várias cópias modernas da escultura; as mais notáveis estão no Parque Saint Cloud, em Paris, e no Museu do Louvre (Ilum. 0807a). A do Louvre, de François Barois (1683-86), foi posteriormente recoberta por Jean Thierry (1669-1739), em nome da decência...