182j
0182jX

O palácio de Cnossos

-1550/-1450

Reconstituição artística do palácio em seu apogeu
Armazém, na ala oeste

 
0182
O palácio de Cnossos / imagem principal
 
0182a
Reconstrução em maquete
 
0182b
Vista externa da entrada norte
 
0182c
Corredor e poço de luz
 
0182d
Escadaria monumental
 
0182e
“Teatro”
 
0182f
“Mégaro da rainha”
 
0182g
Desenho de cena no “mégaro da rainha”
 
0182h
Sala do trono e bacia lustral. Vista lateral esquerda
 
0182i
Sala do trono e bacia lustral. Vista frontal esquerda
 
0182j
Armazém, na ala oeste
 
0182k
Aquedutos de terracota
 
0182l
Cornos de consagração
ImagemCorvax, 06/10/2006Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0182j

Comentários

Dentre as mais impressivas construções minoicas — os grandes palácios das cidades de Cnossos, Festos, Mália e Zakros —, o maior e mais complexo de todos era o de Cnossos, que aliás pode ter servido de modelo aos demais.

As dependências mais antigas do Palácio de Cnossos datam de -2000/-1900 e numerosas reconstruções e expansões foram efetuadas durante sua existência; as mais notáveis ocorreram depois do terremoto de -1700. Por volta de -1450, todos os palácios foram completamente destruídos, e somente o de Cnossos recebeu reparos; continuou em uso até cerca de -1375, quando foi finalmente abandonado.

Havia tantos cômodos e corredores no palácio e a planta era tão intrincada que os historiadores acreditam que ele pode ter inspirado a lenda do Labirinto de Creta. A reconstituição artística supra e as Ilum. 0182a (maquete) e Fig. 0037 (planta) mostram o palácio em seu apogeu, no fim do século -XV.

Fig. 0037. Planta simplificada do palácio c. -1400. As construções se dispõem em volta de um pátio central (1) e o acesso ao andar superior podia ser efetuado através de várias escadarias (E). As quatro entradas principais são: norte (2), oeste (3), leste(4) e sul (5). A área do teatro (6) fica ao lado da entrada norte. Outros locais importantes (nomes modernos): armazéns (7), sala do trono (8), templo principal (9), Sala dos Machados Duplos (10), aposentos da rainha (11), corredor da Procissão (12).

Uma série de reconstituições das ruínas têm sido feitas desde 1900, época das escavações de Evans, com maior ou menor fidelidade, na tentativa de mostrar o palácio em seus momentos de esplendor, entre -1550 e -1400, aproximadamente.

Na Ilum. 0182b, temos a entrada da ala norte do palácio, vista do exterior (corresponde ao ponto 2 do plano); na Ilum. 0182c, vemos um corredor, decorado com afrescos que representam escudos “em oito”, que circunda um pátio desenhado para trazer ar e luz para dentro do palácio (nome convencional: “poço de luz”); na Ilum. 0182d, a escadaria monumental externa, próxima do acesso norte (ponto 2); na Ilum. 0182e, o “teatro” (ponto 6) — observar os característicos degraus baixos da escadaria momumental, situada na extremidade noroeste do complexo.

A Ilum. 0182f mostra o “mégaro[1] da rainha” (ponto 11). Note-se que o assoalho, decorado com golfinhos saltitantes, foi incorretamente restaurado por Evans como painel de parede. É possível, ainda, que esses os golfinhos decorassem originalmente o chão do andar superior. A Ilum. 0182g mostra uma reconstituição conjetural de uma cena do dia-a-dia nesse aposento, baseada em achados arqueológicos diversos e nas figuras femininas dos afrescos[2] minoicos.

As figuras 0182h e 0182i mostram a “sala do trono” (ponto 8). Na época do domínio micênico, a sala do trono foi reformada de acordo com o gosto dos conquistadores. Nas paredes em volta do trono há afrescos com grifos estilizados, em meio à vegetação também estilizada, motivo tipicamente micênico. Compare esses afrescos com os do “palácio de Nestor” em Anos Englianos (iluminuras relacionadas).

A Ilum. 0182j mostra um depósito com pitos na ala oeste do palácio (ponto 7). Os pitos eram grandes vasos de armazenagem presentes nessas áreas dos palácios minoicos. Veja um deles em tamanho maior em iluminuras relacionadas. Veja, na Ilum. 0182k, os aquedutos de terracota que corriam sob o piso do palácio para a drenagem de água e, na Ilum. 0182l, os cornos de consagração, visíveis do alto da muralha sul do Palácio de Cnossos (ponto 5, mais ou menos).

Os tradicionais cornos de consagração cretenses, presentes no alto dos palácios minoicos e dos principais santuários de Creta, são uma representação estilizada dos chifres de um touro, imagem importante na religião minoica. Veja, em iluminuras relacionadas, a presença desses cornos em contexto religioso.

Etapa cultural: Minoico Recente.