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O nascimento de Afrodite

c. -460

“Trono Ludovisi”, baixo relevo de mármore da Magna Graecia / painel central

 
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painel central.
 
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Vista posterior direita / paineis central e lateral direito
 
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Mulher nua toca um aulo / painel lateral esquerdo
 
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Mulher vestida prepara incenso / painel lateral direito
AcervoRoma, Museu Nacional RomanoInventário85702ImagemMarie-Lan Nguyen, 2009Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0008

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Bloco de três faces com relevos na parte externa, descoberto em 1887 na Villa Ludovisi, Roma; trata-se, provavelmente, de obra grega original. As Ilum. 0008a-c mostram o “trono” em diversos ângulos.

No painel central, uma divindade nua sai do mar (ou de um rio) com o auxílio de duas mulheres. Notar, além disso, as pedras, semelhante ao cascalho de rios ou de praias, sob os pés das duas ajudantes.

Trata-se, provavelmente, de uma Ἀφροδίτη ἀναδυομένη, ‘Afrodite que sai do mar’, representação que evoca o nascimento da deusa a partir da espuma do mar, formada pelo esperma de Urano. A deusa aparece seminua ou “pouco vestida”, coisa raramente vista durante o Período Clássico. As ajudantes são, talvez, duas Horas.

Esse era o título da célebre pintura de Ápeles de Cós (fl. sæc. -IV), cuja descrição conhecemos graças às informações de Estrabon (14.2.19) e de Plínio, o Antigo (HN 35.91). Imagens com esse tema mostram a deusa emergindo de uma concha, como nas [Ilum. 0457] e [Ilum. 0912], ou diretamente do mar, como na imagem supra.

No painel lateral direito, uma mulher vestida prepara o incenso; no painel esquerdo, mulher nua de pernas cruzadas (uma hetera?)[1] toca um aulo. Essa postura é raríssima na arte grega antiga.