Hipócrates / A lei

Seção: ciência grega
Νόμος Lex [Hippoc.] Lex Sæc. -IV
iiniA colheita de azeitonas

A maioria dos eruditos situa o tratado hipocrático Lei (gr. Νόμος) em algum momento do século -IV; seu autor é totalmente desconhecido. O formato do texto lembra o de uma aula inaugural, possivelmente dirigida a estudantes de medicina.

O conteúdo é uma breve mas densa exposição pedadógica aplicável às ciências em geral e não apenas à Medicina; o último parágrafo pode ser uma indicação de que os médicos da época faziam parte de uma ou mais associações ou confrarias.

Resumo

Curtíssimo, o tratado tem apenas cinco parágrafos e ocupa duas únicas páginas da edição de Jones (1923), na qual se baseia o presente resumo.

No início, fala-se dos maus médicos; depois, da formação do bom médico; e, finalmente, das consequências da boa e da má formação profissional.

A medicina desfruta de posição inferior à que merece, devido aos indivíduos que se apresentam como médicos sem efetivamente o serem; não há, no entanto, punição legal para isso (I). Enumeração das condições para que alguém se torne médico; ênfase na predisposição natural (II). Comparação entre o aprendizado da medicina e o desenvolvimento das plantas (III); exortação ao aprendizado e menção à vida itinerante dos médicos (IV).

Finalmente, o conhecimento médico só deve ser divulgado a pessoas iniciadas em seus mistérios (V).

Passagens selecionadas

Manuscritos, edições e traduções

As fontes mais importantes do tratado A lei são os manuscritos Marcianus Venetus 269 (sæc. XI), da Biblioteca de São Marcos, em Veneza, e o Vaticanus graecus 276 (sæc. XII), da Biblioteca do Vaticano, nenhum deles da melhor qualidade.

Edição princeps: a Aldina, datada de 1526. Das edições modernas, as mais importantes e acessíveis são as de Kühn (1825), Littré (1844), Muller (1940) e Jones (o.c.), esta a utilizada aqui.

A primeira tradução desse tratado para o português foi efetuada por mim e publicada em 2005.