Calino de Éfeso / F 1

Seção: literatura grega190 palavras
Callin. Fr. 1.1-11 c. -650
gr
texto grego

O fragmento tem um total de 21 versos; foram traduzidos, para ilustração, apenas os onze primeiros (pela métrica, o quarto verso está faltando).

Notar as menções ao escudo e à lança, armamento básico dos hoplitas do alto Período Arcaico, e às Moiras, divindades que determinam o destino final de cada um.

Até quando ficarão vocês inativos[1]? Quando terão ânimo corajoso,    ó jovens? Vocês não sentem vergonha dos vizinhos, assim tão desleixados? Parecem estar    em paz mas, ao contrário, a guerra assola a terra inteira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5    que qualquer um, ao morrer, pela última vez arremesse a lança. É honroso e também glorioso para o homem combater    pela sua terra, pelos filhos e pela esposa legítima, os inimigos. A morte acontecerá um dia, quando efetivamente    as Moiras a tecerem. Que cada um vá direto 10 levantar a lança e, atrás do escudo o coração corajoso    protegido, e desde o primeiro momento misturar-se à luta.

Notas da tradução

1 O verbo κατάκειμαι, lit. “estar estendido, deitado, reclinado”, pode ser traduzido por “inativo, inerte, acamado, acomodado” conforme o contexto. O uso desse verbo é uma evidência de que a elegia era usualmente apresentada em simpósios, interpretação defendida inicialmente por Cecil M. Bowra (1935); ver Tedeschi (1978).