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Gramática grega em português

1833

A Gramática Grega de Antonio Ignacio Coelho de Moraes

AcervoBiblioteca pessoalImagemW.A. Ribeiro Jr., 2003FontePortal Græcia AntiquaLicençaCC BY-NC-ND 4.0Iluminura0711
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Esse livro faz parte da história do ensino da língua grega em Portugal e, mais tarde, no Brasil.

Até o século XVIII os falantes do português aprendiam o grego antigo em compêndios escritos em outras línguas. Nas universidades portuguesas, um dos mais utilizados nessa época era o compêndio de Lancelot (1615-1695), Nouvelle Méthode pour apprendre facilement la Langue Grecque, assim como sua edição abreviada, o Abregé.

Em 1759 empreendeu-se em Portugal uma grande reforma do ensino secundário, a Reforma Pombalina, que instituiu métodos mais simplificados e eficazes para o ensino do latim e do grego. Nessa época os ereuditos já reclamavam da decadência do ensino do grego e do latim, como se vê pelo alvará régio que instituiu as premissas da reforma. O compêndio de grego recomendado para os novos tempos foi o Novo Epitome da Grammatica de Grego de Porto-Real, composto na Lingoa Portugueza para uzo das Novas Escolas de Portugal, baseado no Abregé de Lancelot mas com diversas inovações e acréscimos do tradutor, o ilustre João Jacinto de Magalhães (1722-1790). Nas escolas, foi esse o texto utilizado pelo menos até 1830, mais ou menos, época em que se julgou necessária uma nova reforma.

Assim, de acordo com as exigências pedagógicas do momento, foi publicado em 1833 o Compendio da Grammatica da Lingua Grega para uso das Escholas do Reino de Antonio Ignacio Coelho de Moraes, livro-texto que substituiu oficialmente o Epitome de Magalhães.