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Dario I (-550/-486)

-515/-480

Baixo relevo do Palácio de Apadana. Persépolis, Irã

AcervoTeerã, Museu Nacional do IrãImagem“Faqscl”, 23/09/2015Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaCC BY-SA 4.0Iluminura0353

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Dario I (gr. Δαρεῖος, antigo persa 𐎭𐎠𐎼𐎹𐎢𐏁 = Dārayauš), terceiro rei da dinastia dos aquemênidas, governou a Pérsia de -522 a -486, aproximadamente.

Foi ele quem organizou o enorme império, dividindo-o em províncias governadas por sátrapas, uniformizou a moeda, tornou o aramaico a língua oficial do império e ergueu enormes e luxuosos complexos palacianos em Persépolis e Susa. Também mandou esculpir em um rochedo do Monte Behistun, perto de Kermanshah, Irã, uma breve autobiografia em três línguas (antigo persa, elamita e babilônio, uma forma de acadiano tardio) que muito ajudou os eruditos modernos a decifrar a escrita cuneiforme dessas antigas linguagens e a impulsionar a Assiriologia[1].

Dario Interferiu na história grega em duas ocasiões. Na primeira delas, a revolta das póleis gregas da Jônia que estavam sob domínio persa, foi bem sucedido (-499/-494); na segunda (-490), quando invadiu a Grécia para punir a interferência dos atenienses e dos habitantes de Erétria durante a revolta, foi derrotado na Batalha de Maratona por Atenas e seus aliados de Plateia.

Essa derrota em uma pequena área da borda ocidental do império em nada afetou, no entanto, a extensão e o poderio persa.

Nesta cena, Dario I está sentado em seu trono e, atrás, está Xerxes (ou, talvez, Artaxerxes), obviamente antes de se tornar seu sucessor.