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Virgílio (-70/-19)

sæc. iii

Mosaico romano policrômico de Hadrumetum. Sousse, Tunísia

 
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Virgílio (-70/-19) / imagem principal
 
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Fac-símile com reparos
AcervoTúnis, Museu Nacional do BardoImagemBoyd Dwyer, 26/01/2014Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0032

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Virgílio, ou Publius Vergilius Maro (-70/-19), era considerado “o poeta”, admirado e imitado durante o Império Romano e além.

Neste retrato fictício, ele está sentado entre duas musas. À sua direita, Clio, musa da história, lê uma parte do poema; à sua esquerda, Melpômene, musa da tragédia, ouve atentamente. Melpômene usa coturnos, botas utilizadas pelos atores romanos, e tem uma máscara trágica nas mãos.

Ele tem um rolo de papiro sobre o joelho esquerdo e trata-se, é claro, da sua mais célebre composição, a Eneida, poema épico que conta a queda de Troia e as aventuras do herói troiano Eneias, ancestral mítico dos fundadores de Roma.

O 8º verso do poema, mostrado no mosaico, é uma invocação e tem evidente inspiração homérica: Musa, mihi causas memora, quo numine læso, ‘Musa, recorda-me as causas: que divindade foi ofendida?’