1402a
1402aX

Vaso para libações dedicado a Ningishzida

c. -2150

Vaso de esteatita com relevos. Tello (antiga Girsu), Iraque

 
1402
Vaso para libações dedicado a Ningishzida / imagem principal
 
1402a
 
1402b
 
1402c
AcervoParis, Museu do LouvreInventárioAO 190ImagemMathieu RabeauFonte / ©RMN, Musée du LouvreLicençaTerms of use - Images d'ArtIluminura1402a

Comentários

As imagens esculpidas na parte externa do vaso mostram o deus-serpente Ningishzida, representado por duas serpentes que enlaçam uma coluna, entre dois monstros alados que se apoiam em longos bastões decorados.

f0238
Fig. 0238. Desenho do vaso do Louvre.

O vaso, descoberto por Ernest de Sarzec em 1881, se destina a libações e é oferenda de Gudea, antigo governante mesopotâmico e devoto do deus Ningishzida.

A inscrição, em caracteres cuneiformes, pode ser traduzida mais ou menos assim (Heuzey, 1884-1912, p. 234-6):

A Ningiszida / seu deus / pelo prolongamento de sua vida / Gudea / patési[1] / de Surpoula / consagrou (esta oferenda).

O nome do monstro alado, representado dos dois lados de Ningishzida, é Mušḫuššu.

Na Grécia Antiga, o bastão com duas serpentes enlaçadas é símbolo do deus Hermes e nada tem a ver com o símbolo da medicina.