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Templo de Ártemis em Éfeso

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Colunas remanescentes do artemision de Éfeso, Ásia Ocidental. Arquitetos: Quersifron e Metagenes de Cnossos, Theodoros de Samos, Dinócrates

 
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Templo de Ártemis em Éfeso / imagem principal
 
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Reconstituição artística do exterior no sæc. -IV
 
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Reconstituição esquemática do interior.
ImagemAdam Carr, 2004Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaCC BY-SA 3.0Iluminura0594

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No século -VI o artemision de Éfeso era a maior edificação de toda a Grécia. A construção de mármore, conhecida entre os arqueólogos por “templo D”, foi erguida sobre as fundações de templos anteriores possivelmente dedicados à deusa Cibele e que remontam ao século -VII. Demorou cerca de um século para ficar pronto e, segundo a tradição, o rei Creso da Lídia doou muito dinheiro para a construção.

Fig. 0095. Plano do artemision. As colunas em meio-tom representam as 36 colunas do naos.

O templo tinha desenho retangular, com cerca de 80 x 130 metros e, ao contrário dos demais templos, era todo de mármore, com exceção da cobertura. Escadarias de mármore conduziam o visitante ao espaçoso interior, decorado com 117-128 colunas de estilo iônico com 12 (20?) metros de altura, alinhadas em linha dupla em volta do naos onde havia, provavelmente, uma estátua da deusa. Cerca de 36 colunas eram decoradas com relevos. O interior do templo foi decorado com estátuas esculpidas pelos mais famosos artistas da época (Fídias, Policleto, Crésilas, Frádmon e Praxíteles), além de pinturas.

Veja, na Ilum. 0594b, uma tentativa de reconstituição do seu aspecto externo no século -IV.

O templo foi uma das sete maravilhas do mundo antigo. Em 21 de julho de -356, na mesma noite em que nasceu Alexandre III, “o Grande”, o santuário foi incendiado. Segundo Plutarco, a deusa “estava tão ocupada cuidando do nascimento de Alexandre que não pôde ajudar o próprio templo”. Anos depois, Alexandre ajudou a reconstruí-lo. Em 262 o templo foi destruído pelos godos e novamente reconstruído; em 401 o templo foi finalmente destruído por instigação de São João Crisóstomo, em meio à histeria dos cristãos contra o paganismo.

No século XIX os escavadores descobriram as fundações e recuperaram algumas colunas; somente alguns detalhes da decoração original, porém, são atualmente conhecidos (Ilum. 0594c).

Veja alguns detalhes das bases das colunas com relevos em iluminuras relacionadas.