Anacreonte / Fragmentos II

Seção: literatura grega190 palavras
Anacr. -575 / -490
gr
texto grego

Seleção de fragmentos de Anacreonte, conservados por Ateneu, [Herodiano], Hefestion (Manual de métrica) e Máximo de Tiro.

A tradução*, já publicada, é de Leonardo Antunes (2018). O autor também discutiu métrica e método de tradução de cada verso.

F 352
Com guirlandas de salgueiro o bom Megistes tem se ornado Por dez meses e bebido o mosto doce como o mel.
F 359
Cleóbulo é aquele que eu amo, Cleóbulo é quem me enlouquece, Cleóbulo é quem contemplo.
Outra possibilidade:
De Cleóbulo estou enamorado, Por Cleóbulo enlouqueço, Para Cleóbulo eu olho.
F 373
Jantei uma fatia fina de um bolinho leve E o vinho de uma jarra inteira. Agora meigamente A lira amável toco em serenata à moça meiga.
Outra possibilidade:
Um pedaço de bolo, fino,     Foi a janta que eu comi Mais o vinho de um garrafão.     Ora a lira amável vou Dedilhar meigamente à minha     Meiga moça em serenata.
F 383
Ela verteu vinho melífluo como o Mel, tendo nas mãos uma vasilha tripla.
F 402c
Têm-me amor os jovenzinhos pelo modo com que eu falo, Pois são gráceis melodias, fala grácil a que eu conheço.
(*) Tradução CC BY 4.0