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A família de Édipo
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A família de Édipo
LaioLaio era filho de Lábdaco, rei de Tebas, e reinou na cidade logo depois de Anfíon e Zetos. Consta que os deuses amaldiçoaram toda a família devido aos seus amores Horrorizado, Laio mandou expor a criança, mas o servidor Édipo em TebasTebas, algum tempo depois, foi assolada por uma terrível maldição: a Esfinge, monstro alado com corpo de mulher e de leão, Nessa altura Édipo havia descoberto, graças ao Oráculo de Delfos, que estava destinado a matar o pai e casar com a mãe. Assustado, Édipo foi nomeado rei ("tirano") de Tebas e ainda recebeu, como recompensa, a mão de Jocasta, viúva do rei anterior, que lhe deu os seguintes filhos: Antígona, Ismene, Etéocles e Polinices. Um dia, porém, a cidade foi assolada pela peste e, de acordo com mais um oráculo, a única maneira de debelar a doença era identificar e punir o assassino de Laio. Édipo conduziu as investigações e acabou descobrindo tudo. Jocasta, ao saber da terrível verdade, Já ancião, Édipo chegou a Colono, na Ática, e foi bem acolhido por Teseu, então rei de Atenas. Agradecido, pediu para ser enterrado ali mesmo e revelou que a terra que recebesse seu corpo seria abençoada pelos deuses. Ciente disso, e na iminência do ataque dos Sete Contra Tebas, Creonte tentou Os Sete contra TebasOs filhos de Édipo decidiram dividir o trono de Tebas de tal forma que cada um deles reinasse durante um ano. Quando a vez de Etéocles chegou, porém, ele se recusou a ceder a vez a Polinices e expulsou o irmão de Tebas. Polinices Adrasto reuniu mais cinco heróis para a expedição, perfazendo então um total de sete: Tideu, filho de Eneu; Anfiarau, primo de Adrasto, neto de Melampo e adivinho, como o avô; Capaneu e Hipomedonte, da família real de Argos; e Partenopeu, filho de Atalanta. Etéocles opôs ele próprio ao irmão e convocou mais seis heróis tebanos para enfrentar os invasores sete contra sete. Cada herói argivo enfrentou um adversário tebano diante de cada uma das sete portas de Tebas e, durante a luta, Etéocles e Polinices mataram um ao outro. Os tebanos, porém, rechaçaram o ataque e todos os heróis do exército atacante foram mortos, com exceção de Adrasto, que conseguiu fugir graças a seu cavalo Árion, e Anfiarau, tragado pela terra com carruagem, cavalos e tudo. Creonte, novamente rei de Tebas, proibiu que o corpo dos inimigos fosse sepultado, inclusive o de Polinices. Antígona, alegando obediência às leis divinas, recobriu o corpo do irmão com terra era o suficiente para satisfazer o ritual e por isso foi condenada à morte. Antígona se suicidou antes disso e também se mataram Hémon, filho de Creonte e noivo de Antígona e Eurídice, esposa de Creonte e mãe de Hémon. Posteriormente, pela força das armas, Creonte foi obrigado por Teseu a entregar os corpos dos heróis argivos aos parentes. Os epígonosDez anos depois, Adrasto reuniu os filhos dos heróis argivos e organizou outra expedição contra Tebas. Esses jovens heróis, os epígonos, eram: Alcméon e Anfíloco, filhos de Anfiarau; Egialeu, filho de Adrasto; Diomedes, filho de Tideu; Prômaco, filho de Partenopeu; Estênelo, filho de Capaneu; Tersandro, filho de Polinices. Os tebanos eram então chefiados por Laodamante, filho de Etéocles. Dessa vez Tebas foi conquistada, e Egialeu e Laodamante morreram durante os combates. Tersandro assumiu então o poder e reinou até a época da primeira expedição contra Tróia, quando foi morto por Télefo durante o desembarque na Mísia. Iconografia e cultoNo século II, pelo menos, havia um heroon de Édipo e de Adrasto em Colono, na Ática. Adrasto era também cultuado em Sicíon e os filhos de Édipo, em Tebas. Havia também, em Elêusis, um culto aos "Sete Contra Tebas". O culto mais famoso de todos, no entanto, era o do concorrido santuário de Anfiarau em Oropo, Ática, procurado pelos devotos em busca de cura para suas doenças, a exemplo dos numerosos templos da cura dedicados a Asclépio. | SCHOLIA
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Data da consulta: 09.05.2008 |