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Adônis, Midas e Pigmalião
 
Adônis, Midas e Pigmalião
 
s lendas de Adônis, de Midas e de Pigmalião foram populares na época helenística e greco-romana. As duas primeiras são originárias da Ásia Ocidental; a terceira, provavelmente, de Chipre.

Adônis

Mirra, filha do rei da Síria, apaixonou-se pelo próprio pai e, através de estratagemas, conseguiu passar doze noites com ele. Mas o rei descobriu o engodo e, furioso, perseguiu a filha com a intenção de matá-la. Os deuses, porém, o impediram, transformando a princesa em uma árvore odorífera, a mirra.

Meses depois, o tronco da árvore abriu-se e dela saiu um menino de grande beleza que recebeu o nome de Adônis. A deusa Afrodite, impressionada, recolheu-o e pediu que Perséfone, esposa de Hades, o criasse às escondidas. Quando ele se tornou adolescente, porém, Perséfone também se apaixonou e não quis devolvê-lo a Afrodite.

O litígio entre as duas deusas teve de ser arbitrado por Zeus. O soberano dos deuses decidiu que o rapaz passaria um terço do ano com Afrodite, um terço com Perséfone e o outro terço com quem quisesse. Resultado prático: Adônis passava dois terços do ano em companhia de Afrodite...

O rapaz adorava caçar, e a deusa freqüentemente o acompanhava em um carro puxado por cisnes. Certo dia, porém, quando caçava sozinho, um javali feroz feriu-o mortalmente. Algumas versões relatam que o javali era na verdade o ciumento deus Ares, amante de Afrodite; outras, que havia sido enviado por Ártemis, ou ainda por Apolo, por razões pouco claras.

Afrodite acorreu imediatamente, mas era tarde demais para salvar Adônis. Entristecida, a deusa fez com que a anêmona, belíssima flor vermelha que floresce brevemente na primavera, brotasse do sangue derramado por ele. Relatos posteriores relatam ainda que, ao socorrer o jovem, Afrodite feriu-se em um espinho e seu sangue tingiu de vermelho as rosas, que até então eram somente de cor branca.

Midas

Midas é o nome grego de Mita, rei de Mushki (Frígia, norte da Ásia Menor), personagem real que viveu na época de Sargão, rei da Assíria (-722/-705). Das numerosas lendas que contam a seu respeito, duas são especialmente populares: a do toque de ouro e a das orelhas de burro.

Sileno, o velho sátiro que criara Dionisos, certa vez exagerou na bebida, adormeceu longe do cortejo que seguia o deus e foi encontrado por camponeses. Estes, assustados com seu aspecto, prenderam-no e levaram-no ao rei Midas. O rei reconheceu-o, no entanto, e apressou-se em libertá-lo, tratá-lo com grandes honras e devolvê-lo um pouco menos bêbado a Dioniso.

Agradecido, o deus concedeu ao rei a realização de qualquer desejo, e Midas não hesitou: quis que tudo que tocasse se transformasse em ouro. A seguir, entusiasmado, começou a transformar em ouro tudo o que via: pedras, flores, objetos do palácio, e assim por diante. Na hora do almoço, porém, sua alegria desapareceu: todos os alimentos e bebidas que tocava viravam ouro...

Faminto, morto de sede e desesperado, Midas recorreu a Dioniso, e o deus aconselhou-o a se lavar no rio Pactolo. Assim fez o rei e, logo depois, aliviado, voltou ao normal. Mas desse dia em diante, diz a lenda, o leito do rio Pactolo tornou-se riquíssimo em ouro...

De outra feita, Midas foi juiz de uma disputa musical entre o deus Apolo e o sátiro Mársias. O rei declarou Mársias vencedor e Apolo, imediatamente, fez com que lhe crescessem duas belas orelhas de burro. Envergonhado, o rei passou a esconder as orelhas sob um chapéu, que não tirava em momento algum. Somente um dos servos, o barbeiro, conhecia a razão da nova mania do rei, mas não podia revelar a ninguém.

Certo dia, porém, inquieto diante da possibilidade de não se conter e deixar escapar tamanho segredo, o pobre homem cavou um buraco no chão, na margem de um rio, e contou a Gaia, a Terra, que o rei Midas tinha orelhas de burro. Depois de algum tempo, alguns caniços cresceram no local e, quando o vento passava por eles, murmuravam: "o rei Midas tem orelhas de burro"...

Pigmalião e Galatéia

Pigmalião era um exímio escultor cipriota que, horrorizado pelo comportamento indecente das mulheres de Chipre, optou por viver isolado e imerso em seu trabalho. Mas, como não era insensível à beleza feminina, esculpiu uma imagem de mulher em marfim para fazer-lhe companhia.

A figura esculpida era de uma beleza tão grande, trabalhada com tanta arte e parecia tão viva, que o escultor apaixonou-se por sua obra... Beijava-a, dava-lhe roupas e jóias, e chamava-a de Galatéia. Depois de algum tempo, tão atormentado ficou que implorou a Afrodite, durante um festival em sua honra, que lhe permitisse encontrar uma mulher igual à estátua de marfim.

A deusa ouviu a súplica e, benévola, atendeu em parte o pedido. Quando Pigmalião regressou à sua casa, a estátua de marfim ganhou vida e se tornou sua esposa.

 
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13.05.2000
Monografia 0279
     
Página atualizada em 22.09.2000   •   Data da consulta: 14.05.2008
 
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