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A queda de Tróia
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A queda de Tróia
As predições de HelenoOs mitos, neste ponto, são um tanto confusos. Parece que Calcas predisse que somente Heleno, filho de Príamo e irmão gêmeo de Cassandra, dotado de poderes divinatórios como ela, podia contar o que era necessário para a conquista de Tróia. Odisseu, então, armou uma emboscada que resultou na captura de Heleno. Segundo o adivinho, eram três as coisas essenciais: recuperar o arco de Héracles, que estava em poder de Filocteres; cooptar Neoptólemo, filho de Aquiles, que estava na ilha de Squiros; e subtrair o paládio, estátua de madeira da deusa Atena que havia caído do céu e era cultuada pelos troianos em local secreto. Odisseu, calma e sistematicamente, preencheu todas as condições. Primeiro, foi a Squiros juntamente com Fênix, o velho preceptor de Aquiles, e convenceu o jovem Neoptólemo a entrar na luta. De volta ao acampamento grego, Odisseu entregou as armas de Aquiles a Neotólemo e o ferimento de Filoctetes foi curado por Macáon, o Odisseu, por fim, se disfarçou de mendigo, entrou em Tróia sem ser reconhecido e conseguiu roubar o paládio, além de matar diversas sentinelas. Na versão de Homero, a mais antiga, Helena O cavalo de madeiraAs condições estipuladas haviam sido cumpridas mas os gregos estavam ainda diante do mesmo problema: como entrar na inexpugnável Tróia? Por sugestão de Odisseu, o artesão Epeio construiu então um enorme cavalo oco de madeira, dentro do qual se esconderam Odisseu, Menelau, Diomedes, Neoptólemo e outros gerreiros. Os demais gregos puseram fogo em suas tendas, se afastaram em seus navios e deixaram o cavalo diante das Portas Céias.
Os troianos saíram ressabiados da cidade e discutiram o que fazer com o cavalo, diante da aparente desistência do inimigo. Uns queriam Homero conta que Helena, então casada com Deífobo, irmão de Páris e de Heitor, O fim de TróiaÀ noite, em meio aos festejos que se seguiram, os gregos saíram silenciosamente do bojo do cavalo, mataram as sentinelas e abriram os portões da cidade; a um sinal, a armada grega retornou e o exército grego entrou, finalmente, em Tróia. Durante a noite, em meio a violentos combates, a cidade foi inteiramente incendiada e pilhada; praticamente todos os homens de Tróia, assim como as crianças do sexo masculino, foram mortos. Somente Antenor, que havia hospedado os embaixadores gregos em duas ocasiões, foi poupado. Neoptólemo matou o rei Príamo, que se refugiou inutilmente junto ao altar de Zeus, e o jovem Astiánax, filho de Heitor e de Andrômaca. A profetiza Cassandra, filha de Príamo, O troiano Enéias, filho de Afrodite e de Anquises, estava destinado a sobreviver (Il.
Menelau matou Deífobo e recuperou Helena, com quem se reconciliou; as demais mulheres foram escravizadas. Cassandra foi levada por Agamêmnon; Andrômaca, viúva de Heitor, por Neoptólemo; Hécuba, rainha de Tróia, por Odisseu. Mas Polixena, filha de Príamo, foi sacrificada por Neoptólemo sobre o túmulo de Aquiles, pois o pai lhe apareceu em sonhos e pediu a jovem para si. IconografiaO saque de Ílion foi um dos temas mais utilizados pelos artistas gregos, notadamente os pintores de vasos de figuras negras e e de figuras vermelhas. Os episódios mais comumente representados são a morte de Príamo, a violação de Cassandra e a recuperação de Helena. | SCHOLIA
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Página atualizada em 27.08.2006 Data da consulta: 09.05.2008 |