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Outras aventuras de Héracles
 
Outras aventuras de Héracles
éracles teve várias aventuras no trancorrer dos "trabalhos" ou logo depois, relatadas nas sinopses correspondentes: Folo e os centauros [3]; expedição contra Augias [6]; o resgate de Alceste [8]; luta contra o monstro marinho [9]; a taça de Hélio [10]; luta contra Cicno, Ares, Nereu, Anteu, Busíris, a libertação de Prometeu e a "troca de favores" com Atlas [11]; a libertação de Teseu [12].

Logo após o último trabalho, Héracles dirigiu-se a Cálidon, na Etólia, onde lutou contra o rio Aqueloo, pretendente de Djanira, irmã do herói Meleagro. Héracles derrotou-o e casou-se com Djanira, cumprindo assim a promessa que fizera no Hades à sombra de Meleagro [12]. Viveu algum tempo em Cálidon, tranqüilamente, no palácio de Eneu, pai de Djanira, mas teve de exilar-se depois de matar acidentalmente um tal Êunomo, parente do rei.

Junto com Djanira e Hilo, seu filho mais velho, dirigiu-se a Tráquis, na Fócida, onde foi acolhido por Ceix, sobrinho de Anfitrião, seu pai adotivo. No caminho matou com uma flecha o centauro Nesso, que tentara violentar Djanira fingindo ajudá-la na travessia de um rio. Antes de morrer, porém, o centauro segredou a Djanira que seu sangue era um poderoso filtro amoroso e aconselhou-a a guardar um pouco, caso algum dia Héracles deixasse de amá-la. Esposa apaixonada (mas desconfiada), Djanira acreditou piamente e recolheu o sangue de Nesso, contaminado pela flecha envenenada com o sangue da Hidra de Lerna.

Em Tráquis, Héracles viveu sem problemas mais algum tempo e teve mais filhos, até que num acesso de loucura matou Ífito, filho de Êurito, rei da Ecália. Deixando a esposa e os filhos, procurou novamente o conselho do Oráculo de Delfos, que recusou-se a responder-lhe; louco da vida, o herói arrancou a trípode consagrada a Apolo e levou-a embora. O próprio Apolo, seu meio-irmão, desceu furioso do Olimpo para enfrentá-lo e recupar a trípode, mas um raio de Zeus separou os contendores e acalmou-os. O herói devolveu a trípode e Apolo ordenou ao Oráculo que respondesse.

Para expiar o crime, Héracles foi condenado a servir três anos como escravo. Leiloado por Hermes, foi comprado por Ônfale, rainha da Lídia (região norte da península anatólica). Ela apaixonou-se por ele e divertia-se vestindo-o de mulher e usando, em troca, a pele do leão de Neméia e a clava. Era, apesar disso, uma rainha muito prática e, imitando Euristeu, encarregou o heróico escravo de alguns "trabalhinhos", cumpridos com grande facilidade: a captura dos Cércopes, agressivos mas bem-humorados salteadores de estrada; e a morte de Sileu e Litierses, dois "econômicos" facínoras que obrigavam os passantes a trabalharem em suas vinhas (Sileu) e campos (Litierses) antes de matá-los.

Após a servidão junto a Ônfale, Héracles teve ainda outras aventuras, entre elas a da expedição contra Tróia [9] e, no retorno à Grécia, uma aberrante aventura na ilha de Cós (litoral da Anatólia): vendo seu rei Antágoras em uma luta amigável com Héracles, os habitantes da ilha pensaram tratar-se de uma disputa mortal e, solidários, atacaram em massa o herói. Conta-se que, para não matar ninguém, o herói escondeu-se e saiu da ilha disfarçado de mulher...

Relata-se também, fora do âmbito dos "trabalhos", grande número de expedições contra vários reis e povos da Grécia, de lugar incerto na cronologia do herói e invariavelvente bem-sucedidas: contra Neleu, de Pilos (Messênia); Hipocoonte, de Esparta (Lacônia); os Lápitas, os Dríopes e Amintor, da Tessália. O irmão de Héracles, Íficles, morreu na luta contra Hipocoonte. Finalmente, menciona-se também a participação de Héracles na viagem dos Argonautas e sua colaboração com Zeus na gigantomaquia.

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Nesso, a trípode de Apolo, a rainha Ônfale e outras histórias
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20.02.1999
Monografia 0132
     
Data da consulta: 14.05.2008
 
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